Dublin anoiteceu calada.

A noite de quarta-feira tinha tudo pra ser inesquecivel para os irlandeses. O jogo em Paris valia muito. Metade do estadio era verde, branca e laranja.  E o time de Trappatoni estava muito afim de roubar a cena e a fazer a festa fora de casa.

A partida comecou tensa, a Franca queria claramente  se defender e contra-atacar e o limitado time Irlandes insistia demais nas bolas aereas, mas jogava pra frente, querendo o resultado. A esperanca irlandesa cresceu quando o experiente Robbie Keane abriu o placar aos 32 do primeiro tempo.

O time frances estava apatico, Gorcouff e muito fraco, logo o time frances ficava sem meio campo, Anelka e Henry tinham que buscar a bola no meio campo e o jogo nao rendia. O time irlandes foi melhor no segundo tempo tambem. Teve duas chances clarissimas de gol, uma com Duff e outra com Keane, e eles as disperdicaram.

A primeira regra que meu pai me ensinou sobre futebol: Quem nao faz, toma. E isso aconteceu na prorrogacao, mesmo com um auxilio ENORME do arbitro sueco e da mao de Henry, Gallas marcou e empatou a partida.

Ao fim do jogo os irlandeses sairam pra cima do juiz, reclamando muito de sua decisao. A torcida na cidade, que so cantava C’mon you boys in green! (no ritmo de uma das musicas do Silvio Santos. Pedro de Lara la, la la…) ficou revoltada. Via-se muitos copos quebrados, cervejas ao chao, devido a essa revolta.

A Irlanda merecia essa vaga, pois jogou melhor as duas partidas, e o povo irlandes precisava dessa classificacao, ja que sua economia ainda sente muito a crise mundial. Durante a transmissao, toda vez que mostrava o Primeiro-ministro irlandes, o pub aonde estava se unia para vaia-lo fortemente.

Bem, quem sabe fica para uma proxima vez.
Forza Irlanda.

Abracos do enviado especial.
Caio Di Pacce.

O fim do sofrimento (e dos palpites)

Terminaram as longas Eliminatórias para a Copa de 2010. Por um equívoco deste que vos escreve, esqueci que ainda haviam três vagas a serem disputadas no continente africano. Justo a África, o quintal da próxima Copa. Lá, Costa do Marfim e Gana, além da África do Sul, o país-sede, já estavam garantidos. Classificaram-se, no último dia, Camarões, que volta aos mundiais, Nigéria, que também ficou de fora da festa na Alemanha e entrou graças ao tropeço inesperado e inexplicável da Tunísia, dirigida pelo português Humberto Coelho, frente a Moçambique, e a Argélia, no jogo-extra contra o Egito, que foi uma autêntica guerra, antes da aporfia.

Na repescagem, que foi tema nesta coluna, fiz cinco previsões e um “tanto faz”: apostei no Uruguai, na Ucrânia, na Rússia, na Irlanda e, é claro, em Portugal. Nova Zelândia e Bahrein nem me fizeram procurar razões plausíveis para um palpite decente. Mas como o nome “Bahrein” é mais legal para ser narrado, confesso que até torci para o time dos sultões.

Ora muito bem! Errei quatro dos seis palpites. A Ucrânia conseguiu se enroscar na retranca grega, Dois jogos e nenhum golzinho sequer; a Rússia, que eu pensei que fosse passear nos dois jogos, perdeu a vaga para a Eslovênia pelo cruel critério de golos marcados no campo adversário. Não poderemos ver o futebol vistoso do time do holandês Guus Hiddink, mas ao menos não teremos que ver a nova indumentária russa, que é horrorosa.

Já sobre a classificação dos neo-zelandeses, nem deveria contar, mas como tomei partido do adversário, entra na conta também. A França, bom, a França se qualificou “daquele jeito”: derrota em casa, no tempo normal, e um golo escandalosamente irregular, já que Henry ajeitou a bola com a mão, da forma mais deliberada e descarada do mundo, antes de passar para o golo do zagueiro Gallas. Outro dia, o italiano Gillardino tomou três jogos de gancho por causa do golo de mão que marcou – e foi anulado – contra a Holanda. Ocorreu num amistoso. Quero ver se a FIFA terá peito para punir a sacanagem do atacante do Barcelona.

O Uruguai, como era de se esperar, pescou a vaga na base da raça, contra a Costa Rica, do brasileiro Renê Simões. Pouca inspiração e muita, mas muita transpiração. Teve de tudo: golo do quase esquecido Sebastian “Loco” Abreu, empate dos visitantes, que disperdiçaram uma chance claríssima no final, pelos pés de Saborio, e pancadaria, muita pancadaria. É o jeito uruguaio de jogar futebol. Na Copa, precisará de muito mais.

Portugal, por sua vez, teve o duelo mais tranquilo de todos, diante do bom time da Bósnia. Foi a única seleção que venceu os dois jogos. Na primeira partida, disputada no Estádio da Luz, perdeu um comboio de golos. No final, as duas bolas atiradas na baliza de Eduardo (finalmente um guardarredes seguro) ofuscaram um pouco a superioridade lusa. Na volta, novamente sem Cristiano Ronaldo, foi Portugal quem dominou as ações. Mais uma vez mostrou-se perdulário nas oportunidades de golo, ora com Nani, ora com Raul Meireles. Mas foi justamente numa jogada destes que saiu o tento lusitano, ainda na primeira parte: o extremo do Manchester, que havia acabado de desperdiçar uma chance clara, viu-se novamente à frente do arqueiro bósnio. Em vez de tentar o chute, rolou para o volante do Porto, que bateu seco, rasteiro no canto. Após o golo, o que se viu em campo foi a violência dos anfitriões e o destempero da torcida, que atirou pedras no relvado, acertando um dos auxiliares, além de cusparadas e vaias.

Portugal passou por todos os apuros possíveis durante o apuramento. A três rodadas do fim, ocupava a quarta colocação do grupo, estando à frente apenas das grotescas Albânia, Letônia e Malta. Hoje, classificado, ninguém aponta a Selecção das Cinco Quinas com favorita. Acontece que, mesmo sem seu principal jogador estar no auge da forma, física e tecnicamente, já acumula cinco vitórias seguidas, todas sob pressão. Ou seja, Portugal e um time maduro, que joga com seriedade e sabe o que quer.

Atrevo-me, pois, a colocar-nos entre os favoritos, ao lado de Brasil, Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e Argentina, que, exceto a “Fúria”, que vive talvez o momento mais importante de sua história, nunca podem ser postos à margem numa lista de favoritos.

Pois bem. Arrisquei meus pitacos, errei a maioria (o que não é nenhuma novidade), mas acertei o que mais me apetecia. A sorte foi decidida, seja na raça, seja no apito. Agora é esperar pelo dia quatro de dezembro, quando serão sorteados os grupos. E, pra não perder o costume, “Força, Portugal!”

Dublin vai parar

Amanhã, pelas eliminatórias da Copa do Mundo Irlanda enfrentará a França em Paris. O primeiro jogo, no Croke Park, o time de Trappatoni perdeu por 1×0 com gol de Anelka. O time francês não jogou nada, sofreu muito com as bolas aéreas irlandesas, mas teve uma maior eficiencia nas conclusões.

O jogo de volta vale muito para os irlandeses, a capital está parada, tensa, querendo muito a classificação. Será difícil, a zaga francesa é bem composta e terá que ser vazada 2 vezes para perder a vaga para o selecionado irlandês.

Vejamos o que acontecera amanha, mas Dublin ja esta parada.

Abraços do enviado especial de Dublin.
Caio di Pacce.