O Pirata argentino

Parlay!!

Hernán Barcos, argentino de 27 anos de idade, um atacante com nenhuma aparência de atacante, mas com um toque de bola refinado e uma frieza incomum no futebol brasileiro. Jogador veio ao Palmeiras como aposta de Felipão, e dessa vez o treinador palestrino teve um olho refinado para encontrá-lo.

O jogador foi um dos destaques da LDU nas últimas duas temporadas, e veio como “camarão” para a diretoria palestrina. E o Pirata, como é apelidado, já mostrou a que veio, chegou prometendo bater os 27 gols que fez em 2011, e em 6 jogos vestindo a camisa do verdão, fez 5 gols, está no caminho certo.

Desses 5 gols, fez 2 golaços contra o São Paulo no último domingo, mostrando que não treme em jogo grande, e ontem fez uma pintura contra o Linense. Não vou explicar como foi, veja abaixo, a imagem já explica tudo:

O jogador vem dando caldo e já está se tornando um bom valor para a torcida palmeirense, que sempre anda carente de ídolos. Vamos ver como ele se comportará no Brasileirão, mas se continuar assim, vai se destacar no campeonato nacional.

Abraços.
Caio di Pacce.

A Procissão e o Ajax

#DeusVesteA12

Ontem fui à Procissão de São Marcos, acompanhado de meu grande amigo Lucas Amaral. Sabia que esse dia 14/01/2012 seria um sábado especial na história do Palmeiras, e eu tinha que fazer parte disso. Marcos é muito mais do que um goleiro. É um símbolo da história do Palmeiras, e do futebol brasileiro.

Atrás do trio, a torcida cantava hinos do Palmeiras, referenciava Marcos com o título de maior goleiro do Brasil, o que não é nada injusto, tinha criança, senhores, bebês, senhores, senhoras, pessoas de cadeira de rodas, membros das diferentes torcidas organizadas do Palmeiras, todos unidos, uníssonos em nome do Santo Palestrino. Foi uma festa, uma comemoração intrínsica do Palmeiras, era uma festa pura, de amor/paixão ao goleiro e ídolo da torcida.

Eu até saí no Uol/Folha.com! hehe!

Mais de 5.000 pessoas envolvidas, e eu estava lá, cantei, gritei, pulei e rezei a oração de São Marcos, ajoelhado com os dedos apontados para o céu. Caminhamos da Turiassú até a Praça Charles Miller, cerca de 3Km. As pessoas nos prédios e nas lojas vibrando também fizeram parte dessa caminhada.

Essa festa expressou um sentimento puro e raro no futebol de hoje. Ninguém falou de diretoria, de Marketing de torcida organizada, foi festa para o Marcos e para o Palmeiras.

Depois da Procissão fui ao jogo Palmeiras x Ajax, ao lado do copeiro Flaco Marques, além de outros amigos, vimos uma partida corrida, brigada, sem muito brilho técnico, o Ajax cansou no segundo tempo e o Palmeiras errava passes demais.

Debaixo do Bandeirão!

O Palestra venceu o time Holandês, com um gol aos 49 do segundo tempo de Pedro Carmona, após vaias da torcida para a diretoria. Mas a vitória foi em homenagem ao goleiro, que estava nas tribunas.

Abraços.
Caio di Pacce.

Obrigado, Ronaldo

Chega ao final a carreira mais vitoriosa do futebol brasileiro pós-Pelé. Ronaldo, enfim, parou. Não vou ficar enumerando os feitos deste, merecidamente, Fenômeno. Isto vocês verão e ouvirão aos montes por aí.

Ronaldo entrou para o panteão dos craques do esporte, assim como Boris Becker, Alan Prost, Magic Johnson, Robert Scheidt. Raros são os que atingem tal status.

Entre erros e acertos, o saldo é positivo. É possível que não tenha sabido gerenciar sua carreira fora dos campos, quando deixava de treinar para cumprir compromissos com patrocinadores. No entanto, enquanto esteve no auge não houve no mundo, exceto por Zidane, outro caso à parte, quem fizesse frente ao hoje grosseiramente gordo atacante.

Há de haver quem diga que ele não soube a hora de parar. Mas quem é que saberia, a não ser o próprio? Não foram poucas as vezes em que estava decretado o seu final. Ele, Ronaldo, estava acabado para o futebol quando arrebentou o joelho, ainda na Internazionale. Era apenas o primeiro jogo após a longa recuperação da primeira cirurgia. Teimou, voltou e brilhou na Copa de 2002. 

Excesso de peso e escândalos marcavam sua vida extra-campo, quando resolveu voltar ao Brasil. Chegou no Corínthians e comandou a equipa nas duas conquistas do Alvinegro, em 2009. Não foi o suficiente para voltar à Seleção e disputar a Copa de 2010, mas não acredito que poderia fazer mais do que fez em 2006, já fora de forma.

Quem fez tanto pelo futebol não merecia o tratamento que recebeu de um bando de vagabundos que não representam, absolutamente, a torcida corintiana. O futebol do Brasil deve muito a ele e não seriam meia dúzia de bandidinhos que mudariam isso. Se eu torcesse pela Seleção, estaria agradecendo por tudo o que ele fez dentro de campo. Como não é o caso, agradeço por algo bem maior, o exemplo de superação. Obrigado, Ronaldo.

Ele merece

Viu Felipão! Ainda jogo bola!

Rivaldo estreou no Morumbi com a camisa 10 do São Paulo contra o Linense pelo Paulistão 2011. Ele merecia uma estréia com estilo. E ela não poderia ser melhor.

O melhor do mundo de 1999 jogou demais, foi o melhor em campo pelo São Paulo, deu passe, chapéu, driblou, fez lançamento de letra como nos velhos tempos. E, principalmente, fez um golaço! Daqueles que o torcedor tricolor vai lembrar por anos.

O camisa 10, recebeu um lançamento, sem deixar a bola cair, chapelou o zagueiro e tocou na saída do goleiro. O veterano de quase 39 anos, mas com um físico de 30, pegava na bola e a torcida vibrava, admirava e quase não acreditava em seu desempenho em campo.

Parabéns Rivaldo! Que você seja muito feliz com a camisa do São Paulo e que termine sua carreira por cima, como você merece. Um dos poucos que não se rendeu (inconscientemente) ao marketing do futebol moderno. Ele sempre preferiu jogar bola.

Ah! O SPFC venceu por 3×2.

Abraços.
Caio di Pacce.

Talento, gola alta e o despreparo.

Não é de hoje que a molecagem dos garotos do Santos vem aparecendo nos jornais por suas atitudes extra campo. Dessa vez, em uma sessão de TwitCam (sessão compartilhada de WebCam) as brincadeiras dos garotos da Vila, mais uma vez, foram longe demais.

Dentre outras molecagens virtuais dos santistas, cito a do Goleiro (hoje reserva) Felipe: Quando criticado por um torcedor, o jogador respondou-o dizendo que o dinheiro que ele gastava com a comida para seu cachorro era maior que o salário mensal do torcedor internauta.

Esse tipo de atitude não é exclusividade do time da baixada, aliás ela se torna comum em vários clubes do Brasil e da Europa. Ela revela o despreparo do jogador brasileiro como homem. Como essa pujante ascensão social está sendo mal interpretada, e como eles não estão correspondendo ao seu papel de ídolo.

Isso é extremamente correlacionado ao fato desses garotos serem largados durante sua formação como jogadores. Meninos de 12 aos 18 anos sem nenhum tipo de ensino escolar, que vivem em campo de treinamento e longe dos livros.

A vida de um jogador, mesmo que seja de um futuro jogador, deve ser mesmo dentro do campo, com a bola sob seus pés. Porém, os livros e a caneta não podem ser esquecidos, principalmente para esses garotos, que em muitos dos casos não tem uma estrutura familiar descente, que possa transmitir todos os valores de conduta ética e cívil de uma sociedade.

Sem esse tipo de ensino, é cada vez mais comum entrevistas vazias como a feita com o Neymar, na qual ele não sabia quem era os principais candidatos à Presidência. Ou casos de doping de cocaína, como o de Jobson do Botafogo. Entre outras.

Enquanto isso, na bat-caverna da CBF, Ricardo Teixeira e seus comparças só pensam em estádios novos para a Copa de 2014.

Abraços.
Caio di Pacce.

Ronaldinho Gaúcho no Palestra, Mano na Seleção

A queda da família Dunga já começa a surtir efeitos no futebol como um todo. A reestruturação já começou. E elas serão significativas.

De acordo com fontes ligadas a J.Hawilla e o grupo Traffic, está fechada a vinda de Ronaldinho Gaúcho para o Palestra. O dia da apresentação não foi anunciado, mas os termos da negociação sim.

Segundo a fonte, Felipão anda conversando diretamente com os jogadores que quer para o Palmeiras. Por sua vez ,  J.Hawilla negociou diretamente com Assis, irmão-agente do craque do Milan. Ronaldinho estará com 31 anos em 2011 e será um dos reforços para a Libertadores, que é o objetivo alvi-verde no campeonato brasileiro.

Ainda de acordo com a fonte do Copeiros, “o salário será bancado pela Traffic, e os outros patrocinadores – Tim, Banif e Parmalat trarão o resto dos reforços“. Sobre a inclusão dessas marcas no manto esmeraldino, “ainda não se sabe, talvez entre somente no uniforme do Felipão“.

Assim, a vinda de Gaúcho coloca em cheque o retorno de Valdívia, que foi publicamente sondado por André Sanches na Copa do Mundo.

Já para os lados de São Jorge, fontes ligadas a Diretoria alvinegra afirmam que Mano Menezes já prepara a despedida do clube para assumir o escrete canarinho.

Essa informação vai contra o discurso de André Sanches na chegada ao Brasil, mas vai a favor do discurso de Ricardo Teixeira no “Bem, Amigos!”. O presidente da CBF insinuou no programa que o novo técnico deve ser paciente e com capacidade para lidar com jovens. Galvão Bueno especulou se a idade do comandante influenciaria, enquanto que Teixeira simplesmente respondeu: Não importa a idade, desde que ele abrace o projeto.

Agradecimentos e créditos ao Nano e ao Cadu Martins.

Foto: ronaldinhogaucho.com

Realizaram o sonho do Pelé

Em filme produzido pela Vivo, Y&R e O2 Filmes, o Rei do Futebol marcou seu gol de número 1284. Emocionante.

Os brutos também amam

Conhecidos por suas personalidades fortes e pela pinta de durões, a dupla da Inter de Milão, José Mourinho e Marco Materazzi, protagonizaram uma cena rara no meio do futebol, hoje tão associado aos interesses econômicos.  Após a vitória do último sábado, que levou a Inter ao título de campeã da Champions League, Mourinho já deixava as dependências do Santiago Bernabéu em seu carro, quando, repentinamente, ordenou que o veículo parasse. Encostado numa parede, Marco Materazzi, uma das peças fundamentais do elenco campeão da Champions (e único italiano na finalíssima) aguardava para entrar no ônibus do clube, quando foi surpreendido por um forte abraço de seu técnico, que desatou a chorar copiosamente.

Antes relegada à mera especulação, a contratação de José Mourinho pelo Real Madrid se consumou na tarde desta quarta-feira. A tendência do clube espanhol de sempre apostar na grife é mantida, e resta saber se o novo esquadrão galáctico que será formado conseguirá resultados à altura do investimento.  Para a Inter, a perda é grande. Em apenas dois anos Mourinho levou a equipe italiana a um título que não conquistava há 45 anos, além de levar o Scudetto por duas vezes seguidas. Será um recomeço para o time neroazurri.

De Albert a Milla (parte 2)

“Em 1990 já estava como que aposentado. Jogava no JS Saint Pierroise, nas ilhas Reunião. Naquela altura África só qualificava duas seleções. Fomos nós e o Egito. Eu julgava-me fora, não esperava nada, nem em sonhos. Até que, no início de Abril, acho que a 3 ou 4, Paul Biya, presidente dos Camarões me ligou, como você está fazendo agora comigo. Ele é um grande amigo de infância, daqueles tempos em que me recordo vagamente dos jogos de futebol na rua e na escola. Me pediu para voltar à seleção. Assim sem mais nem menos. E não era 1 de Abril. Nem me lembro das sensações que tive. Medo, apreensão, alegria, euforia… Sei lá. Aceitei.”

Foi dessa forma que Albert foi parar na Itália em 1990. Jogando em um time pequeno de um país minúsculo com 38 recém-completados. No papel, a seleção camaronesa com Albert Roger Mooh Miller não vingaria em nada.

A Copa de 1990 é tida como uma das mais burocráticas de toda história. Times retrancados, jogando um proto-3-5-2, “Era Dunga” e nem Maradona conseguiu brilhar. Somente com o título de gênio conseguiu levar a Argentina as finais. Contra a volantaiada da Alemanha, que se sagrou campeã.

O futebol apresentado pelos camaroneses coloriu toda aquela retranca. Roger Milla fez quatro gols na primeira fase e o time africano se classificou com uma rodada de antecedência. No último jogo daquela etapa da Copa, se deram ao luxo de perder para os então soviéticos por 4 tentos.

Nas oitavas de final, Camarões enfrentou a Colômbia. Nesse jogo, Milla entraria para o panteão dos heróis africanos. Dos dois gols que fez, o segundo marcou época na história do futebol.

O excêntrico goleiro Higuita foi tabelar com os volantes colombianos um pouco antes do círculo central. Após dois passes, Higuita recebeu um passe mais curto. Milla vinha se aproximando e ao ver essa falha, deu um carrinho e roubou a bola. Recuperou-se rapidamente e disparou em direção da meta latino-americana. Empurrou sem problemas para enterrar o sonho colombiano.

Ao comemorar, lembrou das excursões que o Santos fez a África. E com toda ginga do continente negro, o futebol brasileiro foi homenageado.

Milla conta que só marcou esse gol pelas dicas de Valderrama. Os dois jogavam juntos no futebol francês, defendendo o Montpellier no fim dos anos 1980. Em uma conversa corriqueira, Milla teria se interessado pelo estilo de Higuita e sua ânsia de sair com os pés. Valderrama disse que ele não tinha tanta habilidade e era fácil de ser desarmado.

Um segredo que custou a Copa para os colombianos.

O time camaronês enfrentaria a poderosa Inglaterra nas quartas. Milla afirma que é o jogo mais memorável de sua carreira. É o jogo que até hoje rende comentários quando os ex-atletas daquela Copa se encontram.

Camarões perdeu após abrir 2 a 0 frente ao English team. Mas Roger Milla saira de campo satisfeito. Sentiu o reconhecimento das pessoas e estava feliz por ter chegado tão longe com o time de seu país.

Após a Copa, Milla volta celebrado ao seu país. Com o senso de dever cumprido, volta a jogar no seu último time antes da França, o Tonnerre Yaoundé. Já estava perto dos 40 anos e nada melhor do que se aposentar em grande estilo em um clube de seu país.

Mas o destino tinha outros planos para Albert, que hoje completa 58 anos.

Foto: http://www.footballfigure.co.uk

Aspas extraídas da matéria do Portal I de Portugal: http://www.ionline.pt/conteudo/53745-roger-milla-o-valderrama-ensinou-me-roubar-bola-ao-higuita

Especulações sobre o Brasileirão

A onda de boatos de contratações começa a fervilhar nos bastidores. A imprensa já anda soltando sondagens de negociações que supostamente estariam ocorrendo. E dessa vez, elas não são nada modestas.

A vedete da hora é Riquelme. Depois da novela com o Corinthians, existem boatos que o argentino está sendo disputado por Flamengo e Fluminense. O time dá Gávea supostamente dispensaria Petkovic e bancaria a vinda do argentino com a folga financeira da volta de Adriano para a Europa.

Román não está bem no Boca. Não por deficiência técnica, que vem até sendo regular, mas por seus problemas internos e com a torcida. Seria uma boa hora para se afastar do clube e tentar novos ares por aqui.

Outro artigo de luxo disputado é Ronaldinho Gaúcho. Há rumores que a diretoria do Botafogo está com uma idéia fixa de trazê-lo para General Severiano. Por sua vez, o atacante vem passando um momento de baixa. Dentro de campo é irregular, alternando apatia e genialidade. Fato que levou o Milan a propor uma renovação com um salário 25% menor.

O último da lista é Deco. O meia nascido em São Bernardo já manifestou vontade de voltar a atuar no Brasil. Existem desinformações de que o clube interessado seria o Corinthians, time em que o jogador iniciou a carreira.

Seria muito bom para o campeonato contar com figurões desse naipe. Mesmo que não estejam no auge da forma, vão chamar o torcedor para o estádio e dar um outro sabor para a competição.

Agora, se o Gaúcho for para algum time do Rio, a cidade ficará pequena para tanta farra.