E a Copa Começou, 3×1 Brasil

Estréia de Neymar com 2 gols

Estréia de Neymar com 2 gols

Está tendo Copa do Mundo no Brasil. Hoje, após uma festa de abertura mais ou menos, mais ou menos, o Brasil enfrentou o bom time da Croácia num belo jogo de futebol em São Paulo. E a Copa começou bem melhor do que o jogo de estréia na África do Sul, teve muita emoção na entrada dos times e no hino nacional, teve susto com o gol contra de Marcelo, teve força de recuperação do time brasileiro, com 2 gola de Neymar em sua estréia de Copa do Mundo e um partidaço de Oscar.

O Brasil entrou em campo visivelmente nervoso, o time estava sentindo o peso da estréia, após entrarem em lágrimas no hino nacional, o selecionado canarinho demorou para transformar a energia das arquibancadas em futebol. E nesse momento a Croácia aproveitou, chegou nos contra-ataques pelos flancos, nas costas de Daniel e Marcelo, abrindo o placar.

E nesse momento, o time de Felipão mostrou um poder de reação que ainda não havia mostrado, pois sempre saía na frente do placar. E não decepcionou. Neymar mostrou que pode ser decisivo, abriu um placar num chute cirúrgico, devagar, no santinho: 1×1.

Depois disso o Brasil começou a dominar o jogo. Ganhou o meio campo, Oscar marcava por ele e por Paulinho, que foi mal. Luiz Gustavo fazia a primeira volância muito bem, não deixando Modric gostar do jogo e Davi Luiz foi um monstro atrás.

Fred estava pouco participando da partida, até que demonstrou um poder de atuação muito bom, que ludibriou o árbitro japonês que deu um pênalti para o Brasil, Neymar cobrou mal, mas a bola entrou: 2×1.

E, no final da partida, quando a Croácia voltou a jogar, o Brasil puxou um contra-ataque e o menino Oscar, de bico, lembrando Romário, completou o placar: 3×1.

A estréia foi boa da seleção brasileira e a Copa começou bem, já com cara de Copa do Mundo. Sejam bem-vindos, a Copa é aqui.

Abraços.
Caio Di Pacce.

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Boleiros de carteirinha

Provavelmente existe o termo correto para categorizar jogadores que colocam o amor pelo futebol em si – bola, gramado e 22 jogadores em campo – acima da paixão pela camisa de um time ou pela grana. Aqui nesse texto vou chamar esse tipo de jogador de “Boleiro de Carteirinha”.

Nesse final de semana tivemos duas espécies desse naipe em campo: o holandês Seedorf, do Milan, e o brasileiro Zé Roberto, do Hamburgo. Seedorf fez uma partida praticamente perfeita e ajudou sua equipe a triturar a Inter de Milão, garantindo a liderança do Campeonato Italiano. Zé Roberto bateu o recorde de jogos (331) disputados por um estrangeiro no Campeonato Alemão.

Ambos são jogadores que, ao menos pelo que lembro, nunca os vi reclamarem de treino puxado, concentração, técnico, diretoria, se a bola é redonda ou quadrada, se o gramado é esburacado ou não… . Eles simplesmente vestem a camisa do contratante e entram em campo para tentar fazer o melhor. E na maioria das vezes eles fazem de fato o melhor e se destacam dos demais. Também não é do feitio desses caras dizer que não vão comemorar gols contra esse ou àquele time.

Seedorf (Ajax, Real Madrid, Inter de Milão e Milan) e Zé Roberto (Portuguesa, Real Madrid, Flamengo, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Santos e Hamburgo) passaram por grandes clubes sem arranhões na imagem. Muito pelo contrário, deixaram saudades nos torcedores.

No passado, de acordo com o que os mais velhos falam, o meia Gérson, o canhotinha de ouro, parecia ser também um Boleiro de Carteirinha. Esteve bem por todos os clubes onde atuou, independente das pequenezas que muitos jogadores, por vezes, procuram colocar acima do prazer que é bater uma bola.

Essa postura não ganha muita badalação da imprensa, mas com certeza rende o respeito do torcedor e uma aposentadoria com a consciência tranqüila.

E para você leitor, que jogador você acha que se enquadra nesse clube?

Judas interista

Judas Interista: Era o que estava escrito em uma faixa gigante no San Siro na torcida do Milan ontem no clássico della madoninna, Milan x Inter. Era uma mensagem para Leonardo, o treinador da Inter, que fez a carreira no rossoneri.

Essa pressão em cima de Leonardo caiu nas costas dos jogadores, que não entraram ligados e tomaram um gol bobo no primeiro minuto de jogo: Pato 1×0 pro Milan.

Com esse gol tomado, o Inter ficou ainda mais nervoso e não conseguiu criar nada. E o time do Milan, que não tinha nada com isso, aproveitou, dominou o jogo, pressionou, criou. No segundo tempo, Pato ampliou, fez 2×0 em uma belíssima jogada de Seedorf.

E ainda ampliou com Cassano, 3×0, de pênalti.

Essa vitória praticamente decretou o título para o Milan, já que abriu mais 3 pontos do vice-líder Inter.

Abraços.
Caio di Pacce.

 

O futuro chegou

Desde a época em que Roger Milla fez com que o mundo voltasse os olhos para o futebol africano, esperava-se algo desse tipo. Em 2006, Gana chegou as oitavas de final contra o Brasil na Copa da Alemanha. Parecia que a hora de algum time do continente negro chamasse de fato a atenção.

 

O Congo firma a África no futebol mundial. Azar gaúcho.

Não que o Mazembe tenha dividido as águas ao vencer o Inter de Porto Alegre. No entanto, o escopo agora mudou: os times africanos serão respeitados. Ainda não temidos, mas respeitados. E isso já é um grande passo.

O futebol do Congo não é tão conhecido como o marfinês, nem o camaronês. Mas demonstrou ser composto por jogadores que chegaram a um patamar de obediência tática razoável. A técnica ainda precisa ser apurada, mas para empurrar a bola pra rede, ela nem sempre é necessária.

O que sobrou para o time africano foi vontade. O que aparentemente o Inter deixou aqui no Brasil. Acostumado com a pegada portenha do futebol latino, uma espécie de empáfia apática tomou conta do Colorado. Uma pena. O gigante da Beira Rio foi punido por um gol em cada tempo.

Celso Roth volta para casa sem nada nas mãos. A imprensa gaúcha fez um frenesi tremendo e investiu muita grana nesse evento. Nem sempre, nem sempre, excesso de apoio gera bons resultados. Outra lição que fica.

Cabe agora ao Mazembe, surpreender mais uma vez. No entanto, mesmo que perca para a animada, embora desacreditada Internazionale, o marco histórico já está lançado. E a Fifa agradece. O Mazembe engrenou esse novo formato do Mundial de Clubes.

A diferença entre Barcelona e Real Madrid

O até então invícto Real Madrid foi visitar seu rival Barcelona no Camp Nou. Mourinho jamais fora batido pelo clube blau grená. Lembrem-se do confronto homérico da Inter de Milão pela Champions League.

O Pá! Lá se vai minha invencibilidade!

Porém, o Barcelona mostrou a razão de ser maior que os merengues. Uma linda goleada de 5×0 para o time catalão. Os 98.255 espectadores perceberam que a diferença entre os dois em campo foi gritante.

Nem toda a pompa de Cristiano Ronaldo foi páreo para o esquadrão catalão. O Português foi o melhor merengue em campo, o que não quer dizer muita coisa.

O quinteto Messi, Villa, xavi, Iniesta e Pedro não deram chance ao adversário, foi um passeio em campo.

Na minha modesta opinião, a diferença do Barcelona para os demais clubes europeus hoje é a base. Simplesmente 8 dos 11 titulares em campo nasceram do terrão. Algo que é extremamente raro em clubes europeus, já que eles estão acostumados a pinçar e comprar as jóias do terceiro mundo.

Por isso que eu digo: Barcelona, más que un club.

Abraços.
Caio di Pacce.

Temos um Campeonato!

A Copa Libertadores dá saudade. Sem dúvida é o melhor campeonato de se acompanhar, ao lado, claro, da Champions. No entanto, a Libertadores tem um outro charme, não é tão espetaculosa, tão profissionalizada e isso é sim, muito legal.

Os jogos de ontem da Sulamericana mataram um pouco dessa saudade. Tanto pela emoção, quanto pelos aspectos pitorescos.

Meus caminhos tortos, meu sangue latino…

No Uruguai, Peñarol e Goiás fizeram um jogaço. Nos últimos anos, o Goiás é uma figura interessante no ludopédio nacional. É um time que sempre está brigando para não cair, mas que no final não cai, depois de uma arrancada histórica. Ou senão, causa tormento em outros torneios que não o Brasileirão.

O time esmeraldino sangrou para conquistar sua vaga nas quartas de final. Até o último momento os uruguaios foram pra cima, incentivados pela sua barra brava de quarenta mil hinchas. O jogo foi tão atípico que até Rafael Moura, o He-Man, fez golaço. Outro destaque é o aspecto de tiozão que o Harlei ostenta com aquela calça até o umbigo. Um colírio!

Aqui no Brasil tivemos um jogo tipicamente latino. Jogo aberto, gols feios e falta de luz. O Palmeiras bateu o Universitário Sucre por três tentos a um, sendo os quatro gols de cabeça. O mais interessante do jogo foi a MODERNA arena de Barueri ter ficado sem luz por várias vezes no jogo. Deu até uma saudade dos tempos em que o Cerro Porteño era forte o Defensores del Chaco metia mais medo que o time.

Parafraseando o grande Everaldo Marques, por essas e outras que na Sulamericana agora: Temos um Campeonato!

Em Madrid, quem manda é o Real.

Ontem o Real Madrid recebeu o Milan pela UEFA Champions League. O confronto mais esperado da primeira fase do torneio mais importante da Europa, o Santiago Bernabéu era um mar merengue.

Ronaldo Assis estava de volta ao estádio que o aplaudiu de pé, quando jogava pelo Barcelona. Naquela oportunidade o Real perdeu por 3×0 no superclássico e a torcida merengue aplaudiu de pé o brasileiro. O mesmo já ocorrera com Maradona e Del Piero.

Mano Menezes estava na platéia e viu um Milan cansado e dominado pelo time da casa. Mourinho escalou um time aberto, com Cristiano Ronaldo e Di Maria abertos, Ozil armando pelo meio e Higuaín na frente.

E essa formação funcionou. O Milan não viu a cor da bola e o time da casa venceu por 2×0. O primeiro de falta cobrado por Ronaldo aos 12 da primeira etapa, o segundo foi marcado contra por Bonera, após chute de Ozil.

Especulava-se que Mano queria ver Ronaldinho para convocá-lo contra a argentina em Novembro, no primeiro grande embate de Mano Menezes pela seleção, mas o treinador não deve ter gostado do que viu.

Quem sabe da próxima vez Ronaldinho tenha mais sorte.

Abraços.
Caio di Pacce.

FICHA TÉCNICA

REAL MADRID 2×0 MILAN

ESTÁDIO: Santiago Bernabéu, Madri (ESP)
ÁRBITRO: Pedro Lourenço (POR)
CARTÕES AMARELOS: Bonera, Boateng (MIL); Di María (REA)
GOLS: Cristiano Ronaldo (1-0), aos 12’/1ºT; Özil (2-0), aos 13’/ºT

REAL MADRID: Casillas; Arbeloa, Pepe, Ricardo Carvalho, Marcelo; Xabi Alonso, Khedira; Di María (Granero, 40’/2ºT), Özil (Lass Diarra, 37’/2ºT), Cristiano Ronaldo; Higuaín (Benzema, 42’/2ºT)
TÉCNICO: José Mourinho

MILAN: Amelia; Zambrotta, Bonera, Nesta, Antonini; Pirlo, Gattuso (Boateng, 13’/2ºT), Seedorf, Ronaldinho Gaúcho (Robinho, 16’/2ºT): Alexandre Pato (Inzaghi, 33’/2ºT) e Ibrahimovic
TÉCNICO: Massimo Allegri

FOTO: Lancenet!