Copeiros – Vlog – 2015.02 – Times Cariocas

Abraços,
Caio Di Pacce

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C. R. Flamengo: A casa da mãe Patrícia

Trio Ternura

Ontem a gávea foi palco de uma tarde turbulenta no Clube de Regatas Flamengo. No dia seguinte da classificação para a fase de grupos da Taça Libertadores, Luxemburgo deu um treino pela manhã, foi à sala da presidência, e rescindiu seu contrato com o clube.

Mais tarde, a Presidente Patrícia eu uma coletiva, comunicando a imprensa do ocorrido, e além disso, demitindo praticamente toda a cúpula do departamento de técnico de futebol do clube. “Sai o técnico, Isaías, e talvez o (Antônio) Mello e o Júnior (Lopes), mas ainda não conversei com eles. A tendência é essa. Quem dirige o time amanhã (sexta-feira, contra o Olaria) é o Jaime (de Almeida).” 

A multa rescisória do ex-treinador do Flamengo chega a cifra de R$ 4 Milhões. “A questão da multa (rescisória do contrato de Vanderlei Luxemburgo) será decidida a partir de amanhã (sexta-feira) com os advogados. Existe a multa, é alta, seria bom se pudéssemos investir em pagamento de dívidas, investir no elenco. Mas está no contrato. Cumpra-se”. Ou seja, mais dívida para o Flamengo enrolar.

Durante a coletiva de imprensa, o site oficial do Bahia anuncia a saída de Joel Santana do tricolor.

Um dos principais motivos, da saída do treinador foi o seu mal relacionamento com Ronaldinho. Era sabido que a relação entre os dois estava gasta, a própria presidente assumiu que o time já não jogava com alegria e o clima era muito tenso.

Após Patricia Amorim terminar de comunicar os ocorridos, o diretor de futebol do Flamengo, Luiz Augusto Veloso, colocou o cargo à disposição.

Em meio a toda essa bagunça, Papai Joel pode estar retornando ao clube que ele se identifica muito. Será possivelmente um dos maiores desafios do treinador, dar uma order na casa da mãe Patrícia, que nem ela consegue ajustar.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Futebol ou Polo Aquático?

Isso é futebol brasileiro, Itaperuna X Aperibeense pela segunda divisão do Campeonato Carioca:



Itaperuna 1 X 0 Aperibeense, gol de Anderson Cebolinha. Destaque também para o treinador do Itaperuna Edi Pintinho.

Abraços.
Caio di Pacce

Ás Margens do Rio de Janeiro

Nos últimos anos, os clubes de São Paulo embanjavam confiança e debochavam dos clubes de outros estados, principalmente os do Rio de Janeiro. Os projetos, o trabalho e e organização dos paulistas eram o diferencial perante a cariocada, que não tem CT e treinam na praia. Não é à toa que o principal Estado do Brasil levantou 6 taças de Brasileirão na última década.

Porém, esse domínio paulista já não existe mais. Os clubes, principalmente os da capital, não conseguiram controlar algumas crises e perderam força. Enquanto os clubes do Rio de Janeiro, que detém os dois últimos brasileiros, MG e do Rio Grande do Sul, que foram os dois últimos finalistas da Libertadores, retomaram o espaço.

Olhando do goleiro ao ponta-esquerda de cada time, os times da capital paulista (excluo o Santos dessa, obviamente), perdem para Fluminense, Flamengo, Botafogo (sim, perdem para o Botafogo), Cruzeiro, Internacional e Grêmio.

A camisa pesa e essa força da organização, que já não é tão organizada assim, iguala elencos limitados, o que tornará o Brasileirão de 2011 mais emocionante, mas não acredito em um campeão paulistano.

Acho que a cidade de São Paulo, principalmente, precisa abrir os olhos para que esse domínio volte. Uma vez que o futebol não vive somente de organização e planejamento, mas as vezes, um elenco cuidado por um Joel Santana, por exemplo, pode render muito mais do que um time que é guiado pelo Departamento de Marketing.

Abraços.
Caio di Pacce. 
 

Absolvamos Somália

Tudo bem, não se deve fazer. Mas quem nunca deu um gatinho no trampo de vez em quando? Claro que o Somália ganha muito mais que a média do leitor do Copeiros, mas convenhamos que o rapaz foi um pouco longe. Exagerou.

 

- Ih, nojéénto.

Por isso, absolvamos o volante. Ele não é mais do que uma representação conjuntural do nosso mundo do trabalho. Dores de cabeça, morte de parentes ou o ônibus que não passou. Após uma noitada pesada, Somália teve a brilhante idéia de se sequestrar. Ou assaltar. Ou outra coisa.

A multa pela falta no treinamento seria de 40% do salário. Agora o jogador pode pagar muito mais caso o indiciamento vá adiante. Claro que não vai, algumas cestas básicas e a justiça está feita.

A toada de nosso  tempo é a supervalorização das celebridades (?). Somália é um clichê do futebol. Carrega sua origem no apelido. Menino pobre e magro foi tentar a vida com a bola nos pés.

Agora não fiquemos horrorizados frente a esse evento. O futebol é isso quando posto ao excessos dos holofotes: imoral, humano e folclórico.

Acima do Bem e do Mal

Ser destaque em um esporte tão popular, certamente dá uma sensação de poder. Somos testemunhas exaustivas da empáfia televisiva e circense de jogadores de futebol. Entre os mais nobres exemplos estão Maradona, Cristiano Ronaldo, Neto, Edmundo e tantos outros.

O fato de desempenhar bem sua profissão, ser o centro das atenções, realmente sobe a cabeça dos mais fracos. Temos exemplos em todos os lugares da atividade econômica, principalmente no mundo corporativo dos bancos e indústrias.

As vezes, ou melhor, na maioria das vezes, esse assédio é injustificado. O profissional nem é tão bom assim. Fez algumas boas apresentações singulares e espassadas. No entanto, nossa sede por ídolos cria um gênio irreal. Esse é o caso do goleiro Bruno do Flamengo.

Bruno está sendo investigado pelo desaparecimento de sua amante. A história envolve outros tipos de atrocidades, como tentativa de aborto contra a vontade da mãe, ocultação de cadáver, abandono de incapaz. Mas o buraco, apesar de fundo, é ainda mais embaixo.

A valorização do jeito malandro do jogador brasileiro está criando seus monstros. Bruno não defendeu a seleção principal, não tem nenhum título internacional e tão pouco se esquiva de polêmicas. Seu comportamento truculento trespassa as declarações infelizes, chegando as vias de fato.

Em seu inconsiente viciado, acredita que tudo será perdoado pela sua condição profissional. Afinal, defende a meta de um dos maiores clubes do país. Milhares de pessoas o incentivam e confiam no seus talentos. Assim, acredita estar acima do bem e do mal. Acredita que é intocável.

No fim, ele é só o resumo de um inconsciente coletivo. Um produto da permissividade que sustenta o jeitinho brasileiro. Nosso apaziguador social, nossas mentiras e desvios éticos que podem nos levar ao extermínio. E esse é o caminho que seguimos.

Bruno diz que depois vai rir de tudo isso. Assim como Dantas e Malufs riram e continuam a rir.

Mas tudo bem, depois a gente dá um jeito.

Fim de um Império que não começou

Nessa quarta-feira, o Maracanã assistiu mais uma derrota épica do Flamengo.

Jogando pela Libertadores, o Império da Cachaça permitiu que sua meta fosse perfurada em três oportunidades pelo time universitário chileno. Perfurações dolorosas que podem ter custado muito mais que a vaga para as quartas-de-final.

Aos 37 minutos da segunda etapa, o que se ouvia nas arquibancadas do Mário Filho era a torcida chilena. Minúscula perante a massa rubronegra silenciosa.

No jogo,Vagner Love e Adriano (apesar do gol) estavam se guardando para a balada. Os chutes do apagado Petkovic tinham a guarnição dos cruzamentos debilóides de Léo Moura e Juan. O suspeito Denis Marques pouco pode fazer.

Em um chute despretensioso, Juan contou com a sorte e a bola desviou. O segundo gol do Flamengo nem foi comemorado. A não ser pelos efusivos comentaristas da SporTv.

O time chileno jogou com coração, com um a menos desde o fim do primeiro tempo. Mostrou que com raça e um time bem organizado é possível ter bons resultados fora de casa na Libertadores.

Petkovic ainda não renovou o contrato. Adriano (apesar de tudo) tem uma proposta para deixar o clube. Kleberson também pode bater asas depois da Copa.

Será essa a queda de Constantinopla de um Império que nunca existiu?

Foto: Associated Press