Copa do Mundo – Copeiros – Alemanha 1 x 0 Argentina

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Copa do Mundo, eu vi: Argentina 1 x 0 Suiça

En la cancha de la Copa!

En la cancha de la Copa!

Hoje eu realizei um sonho de pequeno, um sonho que tive desde 1994, quando vi Romário ganhar a taça para nós brasileiro. Queria fazer parte desse evento que é a Copa do Mundo, queria ver uma partida, independente de quem jogasse, queria ver um jogo do maior evento esportivo do mundo.

Hoje, fui ver Argentina e Suiça no Itaquerão. Vi uma Argentina que não conseguia passar o ferrolho suíço, que fez um excelente primeiro tempo, jogando nos contra-ataque. O time europeu teve pelo menos 3 chances de abrir o placar, mas não teve a competência necessária.

Já no segundo tempo, o time albiceleste conseguiu compactar melhor suas linhas e dominou o jogo, porém não conseguia criar muitas chances, pois Messi estava muito bem marcado. As chances criadas muito nos cruzamentos de Rojo, ou de chutes de fora da área.

Na prorrogação o time suíço morreu. E, em uma roubada de bola de Palácio, Lionel teve uma bola com espaço e lançou Di Maria, que bateu no contrapé, lembrando muito o gol de Rivaldo na Copa de 2002 contra a Inglaterra.

Di Maria 2014:

Rivaldo 2002:

O jogo foi muito emocionante, ainda mais para quem estava no estádio. Sonho realizado.

Abraços.
Caio Di Pacce.

E o River caiu.

Caiu depois de três péssimas temporadas, marcadas por uma má administração que refletiu dentro dos gramados. Isso não é novidade, nós brasileiros sabemos bem como funciona tudo isso.

Daniel Passarela deixou seu posto de mito, mergulhando na lama da cartolagem sul-americana. Sua galeria de glórias agora está manchada pelo pior pesadelo entre os piores fracassos. Passarela que levou seu time do coração a dominar a década de 1970, no dia de ontem foi um dos responsáveis pela sua pior tragédia.

O descenso é um castigo. Principalmente para os grandes. Afinal, time grande não cai. E a queda geralmente vem misturada de vergonha e é o desfalecimento de um estado crítico, cozinhando por anos de erros e negligência.

Ainda mais na Argentina, onde existem os promedios, que computam o desempenho dos últimos três anos das equipes. Assim, o River não fez um torneio Clausura 2011 ruim. Nem alguns jogos ruins. O time de Nuñes vem amargando campanhas pífias desde 2008.

Passarela assumiu no começo de 2010. Sua paixão e trabalho pelo clube não foram suficientes para evitar o destino. Assim como Roberto Dinamite, teve de cair para limpar a lama deixada por Eurico Miranda em anos de usurpação do Vasco.

Mas o descenso não é só dor. É o momento onde pode se deixar de lado o que há de pior no clube. E trazer de volta, para perto, tanto o torcedor quanto o bom futebol.

Estudiantes e a graça do futebol

A Argentina conheceu seu novo campeão nesse último fim de semana. Após uma vitória por 2 a 0 frente ao Arsenal, o Club Estudiantes de la Plata arrematou o caneco do Apertura 2010.

Ao vencedor, as batatas...

O título vem coroar o retorno triunfante de Verón ao seu clube de coração. Maturado e lançado profissionalmente pelo Estudiantes em 1993, a “Brujita” teve uma curta passagem pelo Boca Juniors antes de embarcar para a Europa.

Ao final do jogo desse último domingo, na casa do Arsenal, no distritno buenoarense de Sarandi, Verón de posse de um microfone, se dirigiu aos pincharratas presentes nas platéias.

O craque argentino ressaltou a humildade e a união do grupo. No entanto, não deixou de enaltecer a qualidade de seus companheiros, afirmando que o título estava em boas mãos, já que o Estudiantes é a melhor equipe da Argentina.

De fato, Verón não foi tão arrogante. Desde 2006, o clube platense ganhou uma Libertadores e dois títulos nacionais. Sem falar nas boas campanhas na Sul Americana.

Esse histórico recente, aproxima o Estudiantes do Inter de Porto Alegre não só nas cores. Ambos clubes, mesmo sem causar muito frenesi no novo mundo yuppie do futebol, tem mostrado resultados consistentes dentro dos gramados.

A exceção de Verón, o Estudiantes não tem grandes estrelas. O Inter, tão pouco. Isso mostra que ainda é possível, e também rentável, que os clubes de futebol, de fato, vivam de futebol.

Ganhar tudo, todo ano, é impossível e insustentável. Mas alguns títulos, vez ou outra, devolvem a auto estima ao torcedor. E incrementam a grandeza de um clube.

O título do Estudiantes e a presença mais uma vez do Inter no Mundial Interclubes é a mostra mais sincera de que o mais interessante do futebol, ainda é o futebol.

50 anos del Pibe de Oro

A Humanidade é corporativista. Gostamos daqueles personagens que se perdem nos mais mundanos dos sentimentos e paixões, nos vícios, nos desvios de conduta. Ao mesmo tempo, saboreamos atordoados a grandeza dos feitos impossíveis, mágicos e miraculosos.

Dale, gracias!

Diego Armando Maradona é um pouco desses dois mundos. É um tipo dos mais marcantes, daqueles que se ama ou se odeia. Profundamente. No entanto, podemos odiar e amar Maradona em um mesmo momento.

Mesmo acreditando cientificamente que Pelé foi muito melhor que Maradona, não há como se curvar para o pibe de oro. Sua genialidade aliada a sua extravagância, sua postura provocativa e sua história de vida são instigantes. E apaixonantes.

Por mais perdido que foram seus caminhos, em Nápoles ou em Cuba, não há de se negar uma atração fatal pelo camisa 10 alviceleste. Atração fatal engloba um rompante de repúdio imediato, quando esse argentino dá aquele elástico fulminante ou encaixa uma cobrança de falta bem onde a coruja dorme.

Sim, meio século de vida. De uma vida apaixonante, dramática, irresponsável e genial. Parabéns pibe, por ser um resumo vivaz da natureza humana.

Porque somos tão parecidos e tão distintos?

Escreve Cadu Martins

Brasileiros e Argentinos. Latinos, sangue quente, bons de bola, campeões de tudo (nõs mais mundiais, eles mais Libertadores), exportadores de jogadores, de conceitos futebolísticos, enfim, duas potências. Mas uma pergunta sempre veio a minha mente e é uma pergunta que nunca verbalizei antes de hoje, ao redigir este texto, que foi despertada ao ler esta notícia do site da torcida do River Plate (link abaixo) que é: Porque somos tão parecidos em inúmeros pontos e em matéria de torcida somos tão diferentes?

Explico-me: a matéria aqui fala de como a torcida lotou e nos últimos anos sempre lota o Monumental de Nuñez, casa do time da “Banda Roja”, seja lá qual a situação do time “ainda que ganha ou perca”, como uma célebre frase de uma faixa muitas vezes exposta pelos Borrachos del Táblon (Barra Brava riverplatense). O time teve nos últimos anos campanhas medíocres e estádio nunca ocupado por menos de 30 mil pessoas. No domingo passado, aberturas do torneio local argentino foram quase 60 mil fanáticos lotando a também casa da seleção argentina.

Aí me pergunto novamente, a não ser os grandes times na segunda divisão (pois o brasileiro tem mania de se mexer em situações de desespero absurdo), que torcida lota estádios com essa gana de vitória ou de simplesmente, como li uma vez no fórum deles “brindar à camiseta”? Pois é pra isso que eles estão ali. Celebrar a existência do amor ao time, da paixão à aquele clube que por muitos anos foi base da seleção argentina de 78 e 86 por exemplo, campeãs do mundo.

 Para que não ficasse algo focado no exemplo River Plate (e não me nego a mostrar aqui no texto o carinho que tenho pelo clube do Rio da Prata), fui ao site do Boca Juniors, para pegar uma ilustração da torcida no jogo do seu time no domingo de noite em Mendoza contra o tie local, o Godoy Cruz, a precisos 1.040 km de distância de Buenos Aires.  Arquibancada adversária tomada:

Se me disserem em comentários sobre problemas de violência, lá eles são ainda piores. Se me disserem sobre problemas de conforto, eu lá estive por pelo menos 5 vezes e em 4 estádios diferentes e pude notar que as condições de lá são ruins tias quais as de cá. Sinceramente, a explicação não sei, mas suspeito que o amor à camisa que o jogador de lá mostra pelo clube, é o mesmo refletido na arquibancada. Não há trocas constantes, não há “traições” nem muito menos jogadores “Claudio Adão”. Só uma suspeita minha

Libertadores na África e Futebol de Campeão.

Nesse fim de semana aconteceram os jogos das quartas de final. Muita emoção, vibração, muitos gols, alegrias e decepções. Desses quatro jogos, fora o jogo do Brasil, que deixou a nação triste, preciso destacar duas partidas: Uruguai x Gana e Alemanha x Argentina.

Uruguai x Gana:Libertadores na África.

Um roteiro de cinema, uma batalha em solos africanos, foi o que ocorreu nessa sexta-feira na partida entre Uruguai x Gana. Foi o encontro do futebol do passado, que tentava erguer-se novamente, contra o futebol do futuro da força, do contato físico, que tentava fazer história em solo natal.

O jogo foi uma epopéia, a melhor estilo Batalha dos Aflitos, ou ao melhor estilo Taça Libertadores. Após um empate de 1×1 durante os 90 minutos. Gana pressionava o cansado time uruguaio, que perdera seu capitão e líder Lugano, por contusão. Muitas bolas na área, e o time celeste salvava. Até que no último lance do jogo, a única opção de defesa foi a mão do atacante Suarez. Penalti pra Gana.

Mas o espírito copeiro estava inspirado. A bola foi na trave, e a decisão iria para os penaltis. A partir desse momento, o fator psicológico falou mais alto e dois jogadores ganeses desperdiçaram. Coube a Loco ou Mito Abreu cavar sua cobrança e sacramentar a classificação. O maio jogo da Copa, indubitavelmente.

Alemanha x Argentina:Futebol de Campeão.

Foi uma reprise das quartas de final da Copa de 2006, a Alemanha tinha mais conjunto, a Argentina tinha mais talento. Porém a molecada alemã deu show. Logo aos 3 minutos Muller abriu o placar, logo ali a partida estava na mão da Alemanha, era só contra-atacar.

Mas o time da Argentina tinha brio, mas ele não apareceu. Schweinsteiger brilhou como um Messi, todas as bolas passavam por ele, e com uma extrema precisão, a Alemanha dominava o jogo, era compacta desde a defesa até o ataque.

E assim foi-se contruindo um baile, um tango alemão, que abria o calvário da Argentina e Maradona. O resultado do jogo foi 4×0. Klose marcou duas vezes, e está apenas a 1 gol de Ronaldo. O Mr. Copa como é chamado tem tudo para ser o maior artilheiro de todas as Copas.

Maradona ao término do jogo exemplificou o que foi partida dizendo: – Parecia que eu e os jogadores levamos um soco de Muhammad Ali.

Abraços.
Caio di Pacce.