Nhô Quim, o caipira centenário

Nho Quim

O Caipira Centenário chegou a capital paulista! E em grande estilo!

http://ocaipiracentenario.com.br/capa.asp?idpaginainst=principal


No dia 7 de fevereiro (sábado), o documentário será exibido na programação do MEMOFUT, no Museu do Futebol!

O MEMOFUT, é um grupo que tem como objetivo “Promover a difusão da literatura e de outras formas de expressão cultural e artística do futebol e apoiar a preservação da memória do futebol” – Esse grupo se reune uma vez por mês com programação variada. Melhor lugar não há!

O filme será exibido as 9h00 na primeira parte do encontro. E para fechar com chave de ouro, as 19h30, o Esporte Clube XV de Novembro enfrentará o São Paulo F.C. no Pacaembu. Vamô XVzão!

Programação do MEMOFUT dia 7 de fevereiro:

9h/10h45 – Exibição do documentário “Nhô Quim, o Caipira Centenário” (2014, 80 min, direção de Bruna Epiphanio), sobre o centenário do XV de Piracicaba, com sessão de perguntas e respostas com convidados em seguida.

10h45/11h – Intervalo.

11h/13h – Bate-papo com Bernardo Buarque de Hollanda e Paulo Fontes, organizadores do livro “The country of football: politics, popular culture, and the beautiful game in Brazil”, além dos professores José Paulo Florenzano (PUC-SP) e Fatima Antunes (Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo), com posterior lançamento do livro pelos autores.

Para mais detalhes, acesse o site do filme.

Produção Filó Comunicação: http://www.filocomunica.com.br/

O Balão de Ouro espanta a saudade

- SIIIIMMM!

– SSSSIIIIIIIMMMMMMMM!

Na última segunda-feira (12), a FIFA realizou a cerimônia de entrega de seu balão de ouro, que premiou o melhor jogador do mundo em 2014. O português Cristiano Ronaldo levou o caneco pela terceira vez, o que não foi nenhuma surpresa. Ele realmente está jogando o fino da bola e se fosse um pouco mais gente boa, conquistaria os boleiros de todos os estratos sociais.

O que realmente surpreendeu na premiação da FIFA foi a presença da dupla de zaga brasileira, David Luiz e Thiago Silva, na seleção do ano. Não que sejam jogadores ruins, mas é uma defesa que tomou 10 gols em dois jogos, no principal torneio do futebol mundial, a Copa do Mundo. David Luiz é muito motivado e transparece um comprometimento incomum com sua equipe. Thiago Silva, por sua vez, tem bom posicionamento e desempenha uma boa liderança no setor. Mas, 2014 não foi ano deles…

Exceto essas modernidades próprias do comportamento suspeito da FIFA, não é difícil concordar com o argumento do Léo Bertozzi, que o balão de ouro deixou uma mensagem clara: somos privilegiados por testemunhar uma disputa a la Proust-Senna entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi nos últimos anos. Sem falar nos coadjuvantes de peso, como Robben, Van Persie, Suarez, Ibra e toda a turma da Alemanha, campeã mundial. Do nosso lado, Neymar certamente aparecerá nesse panteão, mas ainda falta um tempo de janela nos campeonatos europeus.

Infelizmente, os torneios nacionais realmente deixam a desejar. As revelações são fracas, cheias de nomes compostos, sobrenomes, sem personalidade alguma. Ainda produzimos bons jogadores, mas aqueles fora-de-série acabaram. Atravessamos uma longa entressafra. Por isso, há de se dizer que o saudosismo é inevitável, mas talvez não seja para tanto. Afinal, o futebol sempre será uma mãe.


O papel de Gilmar Rinaldi

Enquanto jogador, Gilmar Rinaldi foi um bom goleiro com passagens vitoriosas por Flamengo e São Paulo. Junto com Taffarel e Zetti, compôs o trio de arqueiros tetracampeão em 1994. Entre o final de sua carreira e sua aposentadoria, de alguma forma se transformou em empresário do jogador Ronaldo Nazário. Ao final da manhã de hoje, Gilmar foi nomeado coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Por mais que o ex-goleiro tenha articulação política e trânsito entre os patrocinadores, dificilmente conseguirá sozinho tecer uma malha tática comum entre as diversas categorias de nosso futebol. Obviamente que ele contará com uma equipe de assessores, certamente dos mais qualificados, porém, superar estruturalmente a goleada da Alemanha pede mais que isso. Dá até para entender que a CBF tentou responder rapidamente à crise, mas pecou por se repetir, replicando as reações imediatistas que derrubam técnicos de maneira fugaz em todos nossos campeonatos nacionais.

Para não ficar somente na crítica, segue minha sugestão para a CBF, mesmo que seja tarde:

(1) Convidar um comitê de emergência para repensar a estrutura nacional do esporte, formado por uma equipe multidisciplinar, com pelo menos;

  • 2 ex-técnicos (ex: Falcão e Zico);
  • 2 ex-jogadores (ex: Juninho Pernambucano e Romário);
  • 1 autoridade pública (ex: um secretário do Ministério do Esporte);
  • 1 consultor rotativo da imprensa especializada, que teriam estágios de uma semana na equipe;
  • 1 gerente de futebol de clube experiente (ex: Rodrigo Caetano);

(2) Quaisquer dos envolvidos não poderiam ter associações relevantes com os patrocinadores da seleção. Como por exemplo, Ronaldo/Nike;

(3) O comitê teria até o começo de dezembro de 2014 para apresentar uma proposta de reformulação do futebol, obrigatoriamente tratando de três eixos;

    • Formação de jogadores (atlética e educativa);
    • Calendário de competições (campeonatos regulares e extensivos para as categorias de base);
    • Esquema tático de referência;

O projeto seria apresentado para os stakeholders interessados, seria debatido “publicamente” e até fevereiro (antes do Carnaval), os cargos técnicos seriam anunciados – envolvendo, claro, a participação tradicional dos cartolas.

Da forma que foi anunciado hoje, Gilmar é coordenador dele mesmo.

Fica a sugestão! 

Não fazia sentido

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Não fazia sentido.

Não fazia sentido que a ausência de Neymar faria o time jogar mais. Motivação não era o que faltava para um time que jogava em casa, comandada por um técnico cuja principal qualidade é a motivação.

Não fazia sentido o time treinar tão pouco. Comportamento vertiginosamente diferente dos outros grandes times que disputaram a Copa. Os poucos treinos do Brasil eram cercados de compromissos publicitários, sem falar no constante assédio da torcida. Quantas vezes Felipão fechou o treino? Curiosos e imprensa tinham trânsito livre na Granja Comary.

Não fazia sentido a manutenção de alguns jogadores como titulares. É verdade que Felipão sempre venceu pela teimosia, por conseguir arrancar até a última gota de sumo de seus comandados, mas poucos entenderam a presença unânime de Fred durante todo o torneio.

Não fazia sentido mudar o esquema tático. Talvez, à exceção de 2002, os times bem sucedidos de Scolari são reconhecidos pelo meio-de-campo casca grossa, pelo bom sistema defensivo.

Não fazia sentido chorar tanto. Tudo bem que a pressão era grande, mas os jogadores tinham que demonstrar maior inteligência emocional. Talvez a juventude do elenco seja a resposta para isso, mas o choro transmitiu insegurança. Para a torcida e para os adversários.

Não fazia sentido o Brasil ser eliminado da Copa.O esforço publicitário e de alguns meios de comunicação nos traziam a certeza que a taça ficaria pela sexta vez em nosso colo. Abraçamos o discurso, antes da realidade.

Poucas coisas faziam sentido, inclusive esperar que a Alemanha sacasse esse 7 de Copas da manga…

 

 

O Brasil perdeu?

O Brasil acabou de empatar com o México e parece que foi uma derrota. Talvez uma derrota moral, pela tamanha atmosfera que se criou em torno da seleção de Felipão. Como assim Neymar, o mito, não colocou a defesa de um escrete inexpressivo de joelhos? E todo o marketing em volta da invencibilidade da canarinho? E a música do Itaú? E a emoção do Galvão?

Guillermo Ochoa Brasil x México (Foto: AP)

Todos esquecemos que o time brasileiro é uma equipe jovem, com pouca experiência em Copas. Alguns jogadores não encaixaram no torneio, como o Paulinho e o celebrado Daniel “Avenida” Alves. As estrelas nascentes ainda não estão completamente prontas para responder aos momentos de pressão. Apesar da paternidade, Oscar não tem cancha para assumir a responsabilidade pela criação. Já Neymar, por toda vontade que sempre demonstra, isolado, acaba por ser facilmente neutralizado.

Se nossa defesa é sólida e técnica, nosso ataque é vacilante. Jô e Bernard foram convocados à sombra de uma belíssima Libertadores que jogaram. Porém, quando testados no calor da partida, acabam por não corresponder. Hoje vimos um Jô desatento, com pouca criatividade e nenhuma presença de área. Por sua vez, Bernard poderia ter infernizado o lado direito dos chicanos, mas não teve a mesma mobilidade impressionante de seus tempos no Galo. É…o manto amarelo pesa.

Na coletiva de imprensa, pela primeira vez nesse oba-oba de Copa, Felipão foi rude e distribuiu respostas curtas. Disse que nós brasileiros esquecemos que outros times também podem jogar bem e ressaltou a partida milagrosa que o goleiro Ochoa fez. Porém, é inegável que o escrete canarinho tem problemas. Talvez seja muito tarde para perceber, já que a neblina midiática dos últimos meses começa a se dissipar.

 

Foto: Associated Press, extraída do Globo.com

Depois de 20 anos, os Estados Unidos se rendem!

Hoje (17), há vinte anos, Alemanha e Bolívia davam o pontapé inicial para a Copa do Mundo dos Estados Unidos. O Brasil se consagraria tetracampeão, mas o legado do futebol com os pés demoraria para se consolidar no coração dos americanos.

Gana e Estados Unidos fizeram um dos jogos mais dignos da Copa até agora. Trata-se de dois países que buscam o amadurecimento de seu futebol e Copa após Copa mostram progressos significativos, tanto no seu mercado, quanto na sua forma de jogar. É verdade que a partida de ontem por vezes foi ingenuamente violenta, mas os elementos do bom futebol estavam ali todos presentes: toque de bola, drible, defesa e velocidade. Muito diferente do que vimos no jogo das 16h entre Nigéria e Irã.

Fans gather in Grant Park to watch the US play Ghana in a World Cup soccer match in Chicago, Illinois 16 June 2014

Fãs se reúnem no Chicago Park para assistir a partida de ontem. Foto: BBC News

Obviamente, o ponto alto do certame foi o gol relâmpago de Dempsey, que nada teve de “sem querer” – foi uma jogada trabalhada, com inteligência tática, categoria e, claro, um ligeiro tempero da sorte. Porém, Gana não se desesperou, nem se acabrunhou como a Bósnia contra a Argentina. Os ganeses tiveram a estabilidade suficiente para buscar o empate e alternaram bem o protagonismos de suas estrelas: Gyan, Boateng e Essien. Estranhamente, esse dois últimos entraram no segundo tempo…fico curioso para saber qual a estratégia dos ganeses nessa primeira fase: será que suas estrelas só entrarão em jogos contra Alemanha e Portugal, somente para valorizar seus respectivos passes?

Pelo lado dos Estados Unidos, a mídia americana começa a dar um quinhão a mais de atenção para o soccer. Talvez seja a influência dos milhares de brasileiros que imigraram, mas também acredito que os investidores esportivos já não conseguem mais ignorar a mina de ouro que o esporte é. Tanto a audiência, quanto a celebração norte-americana pela vitória de ontem, são sinais inegáveis do que pode representar para as demonstrações financeiras das empresas, e para o esporte em si, a redenção yankee ao futebol com os pés. Bem vindos!

US soccer fans watching from the pier at Hermosa Beach, California 16 June 2014

Comemoração do gol de Dempsey em Hermosa Beach, Califórnia. Foto: AFP extraído da BBC News

Estados Unidos da América, o país do futebol.

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Em muitas áreas, os Estados Unidos são certeza de controvérsia. Como boa parte do mundo, nós brasileiros também temos nossas suspeitas quanto a maior potência do planeta. Na Política, alternamos entre alinhamento e independência. Na Economia, procurarmos assimilar ou relativizar. No Esporte, frequentemente perdemos. No futebol ainda não. Ainda.

Quem acompanhou os amistosos internacionais que precederam a Copa, certamente notou que boa parte deles se deu em terras americanas. Agora mesmo, Portugal vai batendo a Irlanda em Nova Jersey. Também ocorreram partidas em Saint Louis, Washington e Houston. Toda essa sequência faz parte de uma iniciativa denominada Road to Brazil, uma parceria da FIFA com a Major League Soccer, a confederação de futebol americana.

O torneio amistoso ocorreu entre 29 de maio e 7 de junho e contou com 10 equipes. Porém, outros jogos, como Inglaterra x Honduras apesar de não previstos no calendário inicial, também receberam o selo Road to Brazil nas transmissões da ESPN. Os artilheiros da “temporada regular” foram David Villa (ESP), Didier Drogba (CMA) e Edin Deznko (BOS) com dois gols cada um.

A realização desse torneio mostra que os americanos finalmente perceberam a importância comercial do futebol jogado com os pés. Não podemos negar que isso é um fato novo, pois o Estados Unidos é o país que mais entende de espetáculo. E no final das contas, nós espectadores gostamos de uma partida bem jogada e bem apresentada. Não é à toa que consumimos avidamente a Champions League e o SuperBowl.

Há um boato que empresas de marketing esportivo estão fazendo lobby para a unificação da CONCACAF e da CONMEBOL. Com isso, seria possível um campeonato realmente continental, nos mesmos moldes daqueles da UEFA. Os países participantes deverão ter estádios capazes de receber grandes públicos e o local da final seria eleito com antecedência. Seria um grande impulso para os patrocinadores, televisionadores e também para a indústria do turismo. Alguns países menores da América do Sul perderiam espaço, como a Bolívia e o Equador. Porém, finalmente os mexicanos conseguiriam participar de uma competição internacional de clubes de alto nível.

De qualquer forma, o Road to Brazil significa mais do que aparenta. Não será uma surpresa se, de repente, os Libertadores da América passarem a contar com George Washington e Thomas Jefferson no seu panteão.

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Foto e fonte: www.mlssoccer.com/road-to-brazil-2014

Por que não vou torcer para o Brasil

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Nessa última semana, me perguntaram se eu iria torcer ou não para o Brasil. Me pediram para sair da mureta, deixar de ser tucano e responder diretamente.

Hesitei um pouco e disse que não, não irei torcer para o Brasil.

Ao contrário do que me acusaram, não tem nada a ver com os protestos, nem com tudo de errado (notícia velha, hein?) que essa Copa trouxe consigo. O motivo é muito mais simplório, produto autêntico da minha personalidade igualmente simplória.

Não vou torcer para o Brasil por que está tudo muito, muito certo. Lembro que as vésperas de 1994, a Gazeta Esportiva divulgou os problemas físicos do então lateral-esquerdo Branco. Segundo me lembro, ele era cegueta e tinha uma perna mais curta que a outra. Depois foi aquele lance com o Leonardo no jogo contra os Estados Unidos. E antes, o próprio Branco cegando um fotógrafo com a sua patada atômica.

Já em 1998 teve a convocação do Zé Carlos, que deixou muita gente com a pulga atrás da orelha. O torneio até começou bem, mas Ronaldinho tratou de mandar aquela final para o panteão eterno dos mistérios do esporte.

Em 2002, a marrudeza do Felipão deixou a imprensa em polvorosa. Como assim não levar o Romário? Me recordo de um Scolari calado em frente as câmeras, se recusando a responder sobre a não convocação do pêxe. Rivaldo fez com que não lembrássemos do “rei da pequena área” na Coréia-Japão.

Na Copa da Alemanha, a cachaça reinou. Nem deu para torcer. 2010 teve o fator Dunga e, claro, o fator Felipe Mello.

Para o torneio de 2014, tudo parece encaixar. Onde já se viu um time do Felipão jogando bonito, com o Hulk metendo um gol de prima, de três dedos, de perna trocada, após um passe de calcanhar do Neymar? Falando nesse último, até a Bruna Marquezine voltou com o fera! Cadê o drama? Cadê a perna curta do Branco? A convulsão do Ronaldinho? Báá…

As circunstâncias parecem deixar o caminho do hexa muito fácil. Nem vai ter graça torcer…

 

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Foto: shockmansion.com

Falcao Garcia e os convocados para (ficarem fora) da Copa

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2014 é um ano difícil para ser colombiano. Alguns meses após perder seu maior gênio de todos os tempos, hoje foi oficialmente anunciada a ausência de Falcão Garcia no Mundial do Brasil. A notícia do corte do atacante é a cereja de um bolo de pouca doçura, não só para nossos vizinhos sul-americanos, mas também para aqueles que saboreiam um futebol bem jogado.

Tal qual a Copa América de 2011, Garcia era a única esperança da La Tricolor carimbar um desempenho razoável no torneio. Na temporada de 2013-14, o atacante jogou 31 jogos e marcou 16 gols, entre atuações na seleção e no Mônaco. Na temporada anterior, anda jogando pelo glorioso Atlético de Madrid, o colombiano participou de 51 partidas e anotou 41 vezes – ou seja, a cada 10 jogos, ele deixou sua marca em oito.

As estatísticas de Garcia não são tão impressionantes perto dos números de uma outra ausência da pesada, a de Zlatan Ibrahimovic. Jogando pelo PSG na última temporada, o sueco já veterano atuou em 54 partidas e escorou nada menos do que 50 gols.Ou seja, as redes de nossas novas e modernas arenas serão poupadas de uma artilharia severa e fatal.

Essa chuva de gols talvez seja explicada pela fraqueza do campeonato francês, mas poderíamos montar uma outra seleção com os jogadores que não virão para o Brasil, a começar por: Vitor Valdez (Espanha); Theo Walcott (Inglaterra); Christian Benteke (Bélgica); Ricardo Montolivo (Itália); Luis Montes (México) e Mário Mandzukic (Croácia).

 

Foto: Los Tiempos (Bolívia)

O show não pode parar. Tem de recomeçar.

Passaram-se quatro anos e a África do Sul ficou para trás. A vez do Brasil chegou embrulhada em controvérsias. Até o povo, que engolia tudo, foi para rua cobrar seu convite na tremenda festa que se avizinha. De 2010 para cá, testemunhamos muitas coisas no futebol. A maioria delas registramos aqui nesse fórum, que andou um pouco adormecido. E nada melhor do que uma Copa do Mundo para despertar.

Há poucos dias do início do torneio, nuances de super-espetáculo começam a despontar. A final da Champions League desse último sábado deixou isso claro. Vamos receber um ídolo em plena forma, pronto e faminto para deixar suas pegadas na história do Mundial. Mesmo Lionel Messi, aparentemente distante, recebe saudáveis provocações de nosso Neymar. A grandeza se encontra até mesmo no drama: o joelho de Luis Suárez tem deixado o Uruguai ajoelhado…

Com leve desconfiança, os prognósticos apontam para um título certo do Brasil. Assim como eram os prognósticos em 1950. Só que dessa vez, as previsões vem acompanhadas de um certo conformismo. Uma inevitabilidade melancólica. Não é mais só a honra do esporte que está em jogo, mas milhares de cifras e interesses. Talvez o Brasil até mereça na bola ganhar o hexa, mas com quantas vaidades se constrói um título? Nós do Copeiros, vamos testemunhar.