O papel de Gilmar Rinaldi

Enquanto jogador, Gilmar Rinaldi foi um bom goleiro com passagens vitoriosas por Flamengo e São Paulo. Junto com Taffarel e Zetti, compôs o trio de arqueiros tetracampeão em 1994. Entre o final de sua carreira e sua aposentadoria, de alguma forma se transformou em empresário do jogador Ronaldo Nazário. Ao final da manhã de hoje, Gilmar foi nomeado coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Por mais que o ex-goleiro tenha articulação política e trânsito entre os patrocinadores, dificilmente conseguirá sozinho tecer uma malha tática comum entre as diversas categorias de nosso futebol. Obviamente que ele contará com uma equipe de assessores, certamente dos mais qualificados, porém, superar estruturalmente a goleada da Alemanha pede mais que isso. Dá até para entender que a CBF tentou responder rapidamente à crise, mas pecou por se repetir, replicando as reações imediatistas que derrubam técnicos de maneira fugaz em todos nossos campeonatos nacionais.

Para não ficar somente na crítica, segue minha sugestão para a CBF, mesmo que seja tarde:

(1) Convidar um comitê de emergência para repensar a estrutura nacional do esporte, formado por uma equipe multidisciplinar, com pelo menos;

  • 2 ex-técnicos (ex: Falcão e Zico);
  • 2 ex-jogadores (ex: Juninho Pernambucano e Romário);
  • 1 autoridade pública (ex: um secretário do Ministério do Esporte);
  • 1 consultor rotativo da imprensa especializada, que teriam estágios de uma semana na equipe;
  • 1 gerente de futebol de clube experiente (ex: Rodrigo Caetano);

(2) Quaisquer dos envolvidos não poderiam ter associações relevantes com os patrocinadores da seleção. Como por exemplo, Ronaldo/Nike;

(3) O comitê teria até o começo de dezembro de 2014 para apresentar uma proposta de reformulação do futebol, obrigatoriamente tratando de três eixos;

    • Formação de jogadores (atlética e educativa);
    • Calendário de competições (campeonatos regulares e extensivos para as categorias de base);
    • Esquema tático de referência;

O projeto seria apresentado para os stakeholders interessados, seria debatido “publicamente” e até fevereiro (antes do Carnaval), os cargos técnicos seriam anunciados – envolvendo, claro, a participação tradicional dos cartolas.

Da forma que foi anunciado hoje, Gilmar é coordenador dele mesmo.

Fica a sugestão! 

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