Estados Unidos da América, o país do futebol.

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Em muitas áreas, os Estados Unidos são certeza de controvérsia. Como boa parte do mundo, nós brasileiros também temos nossas suspeitas quanto a maior potência do planeta. Na Política, alternamos entre alinhamento e independência. Na Economia, procurarmos assimilar ou relativizar. No Esporte, frequentemente perdemos. No futebol ainda não. Ainda.

Quem acompanhou os amistosos internacionais que precederam a Copa, certamente notou que boa parte deles se deu em terras americanas. Agora mesmo, Portugal vai batendo a Irlanda em Nova Jersey. Também ocorreram partidas em Saint Louis, Washington e Houston. Toda essa sequência faz parte de uma iniciativa denominada Road to Brazil, uma parceria da FIFA com a Major League Soccer, a confederação de futebol americana.

O torneio amistoso ocorreu entre 29 de maio e 7 de junho e contou com 10 equipes. Porém, outros jogos, como Inglaterra x Honduras apesar de não previstos no calendário inicial, também receberam o selo Road to Brazil nas transmissões da ESPN. Os artilheiros da “temporada regular” foram David Villa (ESP), Didier Drogba (CMA) e Edin Deznko (BOS) com dois gols cada um.

A realização desse torneio mostra que os americanos finalmente perceberam a importância comercial do futebol jogado com os pés. Não podemos negar que isso é um fato novo, pois o Estados Unidos é o país que mais entende de espetáculo. E no final das contas, nós espectadores gostamos de uma partida bem jogada e bem apresentada. Não é à toa que consumimos avidamente a Champions League e o SuperBowl.

Há um boato que empresas de marketing esportivo estão fazendo lobby para a unificação da CONCACAF e da CONMEBOL. Com isso, seria possível um campeonato realmente continental, nos mesmos moldes daqueles da UEFA. Os países participantes deverão ter estádios capazes de receber grandes públicos e o local da final seria eleito com antecedência. Seria um grande impulso para os patrocinadores, televisionadores e também para a indústria do turismo. Alguns países menores da América do Sul perderiam espaço, como a Bolívia e o Equador. Porém, finalmente os mexicanos conseguiriam participar de uma competição internacional de clubes de alto nível.

De qualquer forma, o Road to Brazil significa mais do que aparenta. Não será uma surpresa se, de repente, os Libertadores da América passarem a contar com George Washington e Thomas Jefferson no seu panteão.

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Foto e fonte: www.mlssoccer.com/road-to-brazil-2014

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Uma resposta

  1. Seria incrível ver um jogo Peñarol x Los Angeles Galaxy. E ver os uruguaios massacrando o time estadunidense em monumental orgânico, queimando suor e raça.

    O futebol de verdade poderia ganhar força, e a “richa” entre as américas
    Ganhar mais força, os primos pobres ganhando do primo rico e dominador.

    Seria lindo.

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