Chegaram as meias-finais

A Eurocopa chega à sua fase de meias-finais. Sem surpresas, ao meu ver. Alemanha, Espanha, Itália e Portugal decidirão quem será o dono do futebol do Velho Mundo.

Primeiro, o duelo da quinta-feira, no estádio Nacional de Varsóvia, onde duas das camisolas mais poderosas do mundo estarão decidindo uma vaga às finais. A Alemanha, único selecionado a vencer seus quatro jogos, tem pela frente a sempre forte Itália. Os alemães são donos de três taças e, para chegar, passaram ilesos no tido como Grupo da Morte, com vitórias apertadas contra Portugal (1 a 0), Holanda (2 a 1) e Dinamarca (2 a 1).

Nas quartas, espantou a zebra grega com um incontestável 4 a 2. E ainda se deu o luxo de poupar o ataque inteiro, com Podolski e Mario Gomez, um dos artilheiros do torneio, no banco. Com as quatro vitórias,o time de Joachin Löw chegou a 16 vitórias seguidas em partidas oficiais, igualando a Espanha de 2009.

Já a Itália foi a equipe que menos venceu até aqui. Uma vitória por 2 a 0, no sufoco, foi diante da Irlanda, na última rodada da primeira fase, que lhe valeu a classificação. No mais, empates por  um gol nas duas primeiras rodadas, contra Espanha e Croácia, que se fizessem um jogo de compadres eliminariam os italianos.

Tudo muito dramático, como quase sempre. Dramático como a classificação da Azzurra contra a Inglaterra, na segunda fase. Mais de 30 finalizações, duas bolas na trave inglesa e a apuração na disputa por pênaltis, por 4 a 2, contra um English Team desfalcado, que jogou como time pequeno.

Um dia antes, na Arena Danboss, em Donetski, Portugal e Espanha fazem o clássico da Península Ibérica. Do contrário do que se imaginava, a atual campeã europeia e mundial Espanha não sobrou na competição. Exceto na goleada diante da Irlanda, por 4 a 0, na segunda rodada da primeira fase, a Furia teve páreos duríssimos no empate da estreia frente à Itália e na vitória, com as calças na mão, contra a Croácia, por 1 a 0, quando Casillas garantiu a apuração espanhola.

Na fase seguinte, também sem brilhar como de hábito, venceu a França, que vendeu caríssima a derrota por 2 a 0. Para complicar, o técnico Del Bosque ainda não encontrou a formação ideal, ora com Torres como avançado, ora com Fábregas e David Silva à frente.

Portugal, por sua vez, estreou perdendo para a Alemanha por 1 a 0, numa partida em que teve chances para empatar. Depois, passeava contra a Dinamarca, abrindo dois golos de vantagem no começo da primeira parte, mas permitiu o empate ao nórdicos e venceu graças ao golo salvador do reserva Varela, naquela que, seguramente, foi a pior partida de Cristiano Ronaldo pela equipa nacional. No jogo seguinte, porém, o capitão acordou, comandando a virada por 2 a 1 contra a Holanda, com os dois golos, duas pelotas atiradas ao poste e muitas jogadas que levaram os holandeses à loucura.

Para avançar às meias-finais, outra exibição de gala do camisa 7, na vitória por 1 a 0 contra a República Tcheca. Novamente ele anotou o golo da Selecção das Cinco Quinas, fora as bolas no poste, de novo.

Está tudo em aberto. Dos quatro finalistas, só Portugal perdeu e só Portugal nunca conquistou o torneio, mas apenas Portugal tem Cristiano Ronaldo.

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