Memo e Guilherme

O volante Guilherme está em litígio com a Portuguesa. Quer sair e diz que não tem condições de jogar por não se sentir seguro, uma vez que foi ameaçado por dois (!) torcedores por causa do rebaixamento do time no Paulistão.
No pernambucano Santa Cruz, outro volante, um tal de Memo, é um dos destaques do time, que chegou ao inferno da Quarta Divisão do futebol nacional, subiu às Série C e é o atual bi-campeão estadual.

Há muito tempo Guilherme é cobiçado pelo Corinthians, que já fez inúmeras propostas pelo jogador. No entanto, a diretoria lusa não foi seduzida por nenhuma delas, ao contrário do excelente trinco rubro-verde, que não vê a hora de rumar para o Parque São Jorge.

Memo, prata-da-casa, despertou o interesse da Lusa, que procurou os dirigentes do time coral e fez uma proposta por 50 % dos direitos do jogador, considerada baixa pelos diretores e o negócio não saiu.
Teoricamente, duas negociações parecidas, com o desfecho semelhante. Só na teoria. Guilherme, após o episódio, ficou quase um mês sem aparecer no Canindé. Voltou aos treinos,  mas se recusa a jogar. Memo, por sua vez, se disse chateado pelo negócio não ter saído, mas continuará defendendo o time da mesma forma,
Guilherme tem 21 anos, foi procurado antes do clube e seu empresário, Wagner Ribeiro, é conhecido pelo modus operandi de dar de ombros para os contratos. Memo, de 24, tem um empresário desconhecido e respeitou a decisão do Santa Cruz.
No fim das contas, o clube que agiu de acordo com a ética e a polidez que viraram demagogia numa sociedade que não preza pelos valores ficará sem seu principal jogador, já que as coisas caminhas para que o camisa 8 vá para o “co-irmão”,  e não conseguirá contratar o volante coral.
As pessoas acham normal. Parte da imprensa condenou a atitude da diretoria da Portuguesa, que faz muita coisa errada, mas, neste caso, defende os interesses de um clube que se recusa a ceder à pressão que partiu do aliciamento do jogador. A ameaça, inclusive, se deu de uma forma muito estranha, durante uma reportagem do jornalista André Galvão, da TV Bandeirantes.
Sinal de que alguma coisa está errada. No futebol e na sociedade.
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