A vaca voltou do brejo

Nesta quinta-feira fui ao Canindé assistir ao jogo de volta entre Portuguesa e Juventude, pela Copa do Brasil. Dadas as últimas atuações do time de Jorginho, minha expectativa era a pior possível. Afinal, a Lusa teria que desfazer uma vantagem de dois gols dos gaúchos. Não que o time do Juventude seja lá essas coisas, o que, definitivamente, não é, mas a nau lusitana não tem navegado em águas calmas.

O começo do jogo foi complicado e feio. A Portuguesa tentava atacar, mas faltava profundidade para criar hipóteses e o Juventude se defendia mal e porcamente e sequer ameaçava a meta novamente defendida pelo seguríssimo guardarredes Wéverton. Tudo dentro do previsto.

Mas aí a Lusa achou, na raça, um pênalti duvidosíssimo, para não chamar de inexistente. Ricardo Jesus foi chamado à prova e não falhou, faturando a primeira da noite. No segundo tempo viriam outras duas, e até o normalmente ruim Rai marcou o dele.

Apesar da falta de qualidade do adversário, a postura da Portuguesa foi diferente, sobretudo no segundo tempo. Foi um time confiante, forte, que dominou completamente as ações durante quase todo o jogo. Contra o Linense, o time não foi mal e só não venceu por conta de falhas individuais.

Assim a Lusa segue sua inacreditável sina de ser a Associação Improvável de Desportos. Quando a vaca parecia que tinha ido para o brejo, resolveu voltar. Domingo, porém, é vida ou morte. Se a vaca lusitana deitar em Mirassol, não quero nem imaginar o que nos reserva o futuro. 

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