Como continuar pequeno

Todos sabem que o futebol paraibano é inexpressivo. O campeonato não chama muito a atenção e o estado revela poucos craques. A Paraíba prefere criar artistas e intelectuais do que boleiros.

Essa história poderia ganhar novas cores no dia de ontem. Um dos principais times, o Treze, jogou de igual contra o Botafogo carioca – um dos grandes do eixo do mal Rio-São Paulo.

Após duas boas partidas, o time paraibano conseguiu levar sua continuidade na Copa do Brasil para os pênaltis. Pode-se dizer que o Bota também adora uma emoção, mas o Treze jogou corretamente por 180 minutos. Tudo para ser jogado ralo abaixo pela vaidade de um jogador.

Léo Rocha teve nas mãos o fôlego de seu time. Caso convertesse a penalidade, jogaria a responsabilidade para os alvinegros cariocas, que já estavam tremendo na base com a síndrome de vira-lata botafoguense. Contudo, eis que a ambição de aparecer no Globo Esporte, vítima alegre do nosso batido Thiago Leifer, custou a vaga na segunda fase da Copa do Brasil para seu time. E para seu estado.

É claro que o futebol arte tem de ser reverenciado. O Brasil virou o que é, graças a nossa irreverência com a bola nos pés. Mas a cobrança horrível, displicente e vaidosa de Léo Rocha nos mostra um outro lado do brasileiro. Aquele que sempre prefere o jeitinho ante o eficaz. Aquele que prefere o agora e não o amanhã.

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