Teixeira renuncia.

Gostaria de estar celebrando essa notícia. No entanto, o que está por vir deve ser muito pior. Após 23 anos de casa, Ricardo Teixeira deixou a presidência da CBF. Renunciando também ao posto de presidente do Comitê Organizador Local da Copa de 2014.

Em seu lugar, entra o caquético José Maria Marin, um escarro malufista do desporto paulista. Ele no poder, não significa mais transparência na organização da Copa e dos campeonatos nacionais. Pelo contrário, Marin é uma incógnita no mundo da bola, mas muito bem articulado na lisura política.

Embora Juca Kfouri, o maior militante pela saída de Teixeira, tenha comemorado em seu podcast da Folha, o horizonte é nebuloso. Mesmo que apadrinhado por João Havelange, quando Teixeira se viu ante os grandes tubarões da política (inclusive internacional), não teve forças. Sendo minado publicamente, a assembléia de ratificação de seu poder no mês passado serviu mais como funeral.

Não acredito que os clubes venham a tomar a CBF, ofuscando o papel das Federações. Muitas coisas mudarão, é verdade. No entanto, não há com que se animar. As velhas estruturas montadas por Ricardo são lucrativas para os coronéis da bola. E disso eles não abrirão mão. Inclusive acerca dos horários das partidas e a relação divina com o grupo Globo de Comunicação.

Juca tem direito de celebrar, pois trata-se de quase uma vitória pessoal. No entanto, se o problema do futebol é estrutural, o cidadão brasileiro ainda não venceu completamente. Pois continua alijado de sua paixão.

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