Barcelusa voltou

Foi um banho de bola. Como se diz em Portugal, uma jornada bem conseguida. A Portuguesa voltou a ser Barcelusa e quem pagou por isso foi o Grêmio Itinerante, por ora em Barueri. O escore que se viu no esdrúxulo placar eletrônico do Canindé mostrou a superioridade dos comandados de Jorginho, o Cantinflas, ou Jorgiola, ou Jorginus Michels.

O golo que inaugurou o dito placar saiu dos pés dos visitantes, num belíssimo chute de Alex Maranhão. Depois disso, só deu Lusa, como numa luta de boxe em que o mais forte leva um soco, sente o gosto do próprio sangue e parte forte como um trator pra cima do contrário. Forte como a pedrada de Edno, que virou o jogo três minutos após o maestro Marco Antonio tê-lo empatado. O golo do gigantesco Ananias, ainda antes do meio tempo, serviu para mostrar quem é que manda.

E no Canindé manda a Lusa. Com um toque de bola rápido, envolvente, hipnótico, no melhor estilo Barcelona, ou melhor, Barcelusa! Ferdinando, até ele, marcou o quarto tento antes da metade da segunda parte. Como nem tudo é perfeito, depois da goleada alcançada houve um relaxamento em campo e o segundo golo do mambembe Barueri.

Mesmo com o jogo ganho Jorginho não suporta essas oscilações. Este talvez seja o segredo do seu Bacalhau Mecânico: a busca quase insana pela vitória, em casa ou no relvado do adversário. E o jogo acabou como gosta o comandante: com a bola no pé, os três pontos no bolso e a certeza de que a Barcelusa voltou.

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