Brasil x Holanda: Batalhas Épicas.

Meu texto para a coluna COPA EM MARTE do blog http://coletivomarte.wordpress.com

Nossa seleção canarinha enfrentará a Holanda. Um encontro extremamente equilibrado, de duas das mais fortes seleções dessa Copa. Esse embate já aconteceu 3 vezes em Copas do Mundo, e foram três grandes jogos, dos mais emocionantes já visto nessa competição.

Copa de 1974: Semi-final – Holanda 2 x 0 Brasil.

 
O atual campeão rendera-se a Laranja Mecânica e seu futebol total. Aquela Holanda de Cryuff e Rinus Michels revolucionou o futebol. Toda a noção tática de hoje teve em sua fase embrionária com aquela seleção. Os adversários se espantavam com o que viam, da maneira pitoresca desse time jogar.

O Brasil, atual e indiscutível campeão do mundo de 1970, simplesmente viu o time holandês jogar, não conseguiu entender suas movimentações, o princípio de todos acatam e todos defendem era complexo demais para os brasileiros. Ou seja, a Holanda fez mais uma vítima. Destaque para a expulsão de Luís Pereira, a primeira do Brasil em Copas.

Copa de 1994: Quartas-de-final – Brasil 3 x 2 Holanda

A revanche brasileira veio com muita emoção. O time brasileiro que seria tetra-campeão do mundo enfrentava outra belíssima geração holandesa, de Berkgamp, Gullit, Rijkaard. O time brasileiro tinha mais conjunto, e dessa vez, uma melhor disposição tática, que jogava em função de um talento maravilhoso: Romário.

Após um primeiro tempo fraco, o Brasil abriu vantagem de 2×0, com Romário e Bebeto, que eternizou a comemoração do berço, em homenagem ao nascimento de seu filho. A Holanda, em questão de 5 minutos empatou a partida, e tudo parecia encaminhar para prorrogação.

Mas Cláudio Branco, jogador do Corinthians na época, que fizera história no Genoa e Fluminense, quis por fim a esse tormento: Aos 39 minutos ele sofreu uma falta, e soltou a perna esquerda, uma bomba, certeira. Deu tempo apenas para Romário desviar as costas. Resultado: Brasil 3×2 e um choro de Branco com o treinador Parreira.

Copa de 1998: Semi-final – Brasil 1 (4) x 1 (2) Holanda.

Seria a desforra holandesa, o time laranja era formado por Berkgamp, Davids, Seedorf, Kluivert, entre outros craques de um período muito fértil para os países baixos. O time do Brasil tinha Ronaldo, em ótima fase, uma boa defesa, laterais ofensivos (Cafú e Roberto Carlos), o maestro Rivaldo e o goleiro especializado em defender penaltis: Taffarel.

Após outro primeiro tempo morno, Ronaldo abriu o marcador logo na volta dos clubes ao gramado. O time brasileiro se fechou para explorar os contra-ataques. O time holandês se desesperava, porém, minutos antes dos narradores comemorarem a vitória, Kluivert cabeceou sem chances para Taffarel: 1×1.

Após uma prorrogação (de morte súbita) com algumas boas chances, a decisão foi para os penaltis. O time brasileiro estava credenciado por um título mundial conquistado nesse tipo de disputa. Tinha um goleiro especialista e um fator psicológico positivo.

Por isso deu Brasil. Taffarel pegou duas cobranças e o Brasil se classificou para a final. Em um dos jogos mais emocionantes de todas as Copas.

Quanto ao embate de amanhã, esse promete, mas creio que o Brasil vença outra vez!

Abraços.
Caio di Pacce
do blog https://copeiros.wordpress.com

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