Acima do Bem e do Mal

Ser destaque em um esporte tão popular, certamente dá uma sensação de poder. Somos testemunhas exaustivas da empáfia televisiva e circense de jogadores de futebol. Entre os mais nobres exemplos estão Maradona, Cristiano Ronaldo, Neto, Edmundo e tantos outros.

O fato de desempenhar bem sua profissão, ser o centro das atenções, realmente sobe a cabeça dos mais fracos. Temos exemplos em todos os lugares da atividade econômica, principalmente no mundo corporativo dos bancos e indústrias.

As vezes, ou melhor, na maioria das vezes, esse assédio é injustificado. O profissional nem é tão bom assim. Fez algumas boas apresentações singulares e espassadas. No entanto, nossa sede por ídolos cria um gênio irreal. Esse é o caso do goleiro Bruno do Flamengo.

Bruno está sendo investigado pelo desaparecimento de sua amante. A história envolve outros tipos de atrocidades, como tentativa de aborto contra a vontade da mãe, ocultação de cadáver, abandono de incapaz. Mas o buraco, apesar de fundo, é ainda mais embaixo.

A valorização do jeito malandro do jogador brasileiro está criando seus monstros. Bruno não defendeu a seleção principal, não tem nenhum título internacional e tão pouco se esquiva de polêmicas. Seu comportamento truculento trespassa as declarações infelizes, chegando as vias de fato.

Em seu inconsiente viciado, acredita que tudo será perdoado pela sua condição profissional. Afinal, defende a meta de um dos maiores clubes do país. Milhares de pessoas o incentivam e confiam no seus talentos. Assim, acredita estar acima do bem e do mal. Acredita que é intocável.

No fim, ele é só o resumo de um inconsciente coletivo. Um produto da permissividade que sustenta o jeitinho brasileiro. Nosso apaziguador social, nossas mentiras e desvios éticos que podem nos levar ao extermínio. E esse é o caminho que seguimos.

Bruno diz que depois vai rir de tudo isso. Assim como Dantas e Malufs riram e continuam a rir.

Mas tudo bem, depois a gente dá um jeito.

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4 Respostas

  1. Texto espetacular… . E a declaração do Bruno de que “vai rir” no final, avaliza essa teoria. Rir do que, mano ? Rir pq a mina morreu?

  2. Texto muito inteligente!

  3. E isso é a mais pura verdade. Moro no Rio e tenho um amigo flamenguista que encara essa situação do Bruno e a que o Adriano passou há alguns dias atrás com a mais absoluta naturalidade.

  4. Antecipando o que Matheus Paggi iria dizer: Bruno é carioca,, bruno é cariocaaa.

    Esses caras que ficam tirando foto armado, indo baile funk acompanhado de traficante, o próximo passo é o crime.
    Bruno foi o pioneiro.

    ABS CP.

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