TRAIÇÃO – por Guizão.

Escreveu Guizão do blog: http://oblogdojuva.blogspot.com

É isso ai juventinos, o que todos temiam esta confirmado. Em materia publicada no site da revista EXAME, foi confirmada a temeraria, ridicula, estapafurdia, nojenta parceria entre o Juva e a MTDF.

Este é sem dúvida nenhuma o episodio de maior traição envolvendo o relacionamento de uma torcida e uma diretoria, que antes de ser eleita estava sempre proxima aos torcedores, participando ativamente de todos os assuntos e assim que foram eleitos, desapareceram. Fracassaram ridiculamente na campanha do paulista da série A3 e agora enfiam uma faca bem no meio do coração dos juventinos. Se Don Corleone estivesse por aqui ele faria a seguinte pergunta: Qual o preço da traição na máfia?

A parceria está consolidada, e disso não podemos fugir. Não podemos fugir tambem, do fato de termos sido enganados, iludidos e traidos por pessoas que na maior cara de pau juraram sempre respeitar e escutar a torcida do Juventus. E podem ter certeza que não fugiremos.

Essas pessoas agiram de uma maneira que extrapola o puro egoísmo, elas demonstraram uma expressão da necessidade de controlar a todo custo. Mesmo que seja na base da enganação.

Como pode alguem que comete uma traição deste nível, ser feliz? Não são. São na verdade um bando de gente amedrontada pelo fracasso e que sabem que carregam um legado de destruição.
A diferença do Juventus para os demais times (ou como gostam de falar os pseudo empresários: A vantagem competitiva) é que ele se baseia e sempre se baseou na tradição para sobreviver. E exatamente por isso é um dos poucos times de tradição, que mesmo caindo de divisão a cada ano que passa, consegue manter sempre uma torcida apaixonada e que não para de crescer. Com esta parceria que foi assinada, o Juventus tornou-se apenas “mais um” nada de diferente. Acabaram com o atributo mais importante deste time: O charme e a raça de continuar sobrevivendo.

Segue o texto publicado pela revista EXAME
Inspirado em modelos europeus, site MTDF mobiliza torcedores para injetar dinheiro no clube paulista em troca de influência nas decisões.

Todas as decisões passarão pelas comissões técnicas e terão como base a opinião dos torcedores. A MTDF colocará em votação em seu site todos os pontos discutidos sobre o time, desde a melhoria em estádios até a compra de jogadores. A equipe leva o resultado da votação para a reunião do comitê que decidirá a melhor maneira.

Os torcedores que participarem com dinheiro não receberão nada em troca, além da satisfação de contribuir para a ascensão do clube. “Deixamos claro que não haverá retorno financeiro, é apenas para o bem do time”, conta Vicente. “O que vamos fazer é oferecer descontos para jogos e artigos esportivos ou alguma promoção específica para os associados.” A ideia é que o número de cadastrados no site também aumente. “Onde há muita gente, é mais provável que chame a atenção de patrocinadores”, diz ele.

A equipe do MTDF não é apenas um grupo de apaixonados por futebol. Vicente é administrador de empresas, formado pela FGV, com pós-graduação em marketing pela mesma instituição. Além do MTDF, ele ocupa o cargo de diretor de planejamento estratégico da Autômatos, empresa de software focada em gestão de infraestrutura de Tecnologia e Segurança da Informação, que presta serviços para empresas como Telefônica, Vivo, Embratel, Oi e Banco Real.

Ele comanda uma equipe de nove pessoas no MTDF, entre eles, o ex-jogador César Sampaio — todos com experiência administrativa e de marketing. Para evitar sugestões esdrúxulas dos torcedores, o MTDF vai ponderar as opções postas em votação. “Não vamos, por exemplo, botar como opção a compra de um jogador como Ronaldinho Gaúcho. Sabemos que é impossível”, diz Vicente.

Modelo importado
A inspiração para criar o MTDF surgiu quando Vicente conheceu o projeto inglês My Football Club, criado em 2007 pelo jornalista Will Brooks. No ano seguinte, o time Ebbsfleet United, da oitava divisão, foi comprado pelos 50.000 torcedores. Cada um deles desembolsou 50 libras para ser técnico do time. Nesse caso houve, de fato, a compra do time.

No caso do Juventus, isso é impossível porque o estatuto proíbe a venda de clubes que tenham sócios – por isso foi acordada a co-gestão. Em 2007, o time israelense Hapoel Kiryat Shalom se tornou o primeiro a ser controlado pela internet. Os torcedores podiam votar nas decisões do time, mas não eram donos dele. Em 2008, também foi criado o site Squadra Mia, na Itália, que busca torcedores que desejam controlar o time Santarcangelo, que hoje está na série D.

Há também os milionários que desejam brincar de técnico e têm dinheiro suficiente para comprar um time. O tailandês Thaksin Shinawatra empresário de telecomunicações e primeiro-ministro deposto em 2006 – comprou o Manchester City por 162 milhões de dólares em 2007, mas, afundado em dívidas, teve de vendê-lo. O magnata do petróleo russo Roman Abramovich comprou o Chelsea em 2003 por 235 milhões de dólares. O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, é também presidente do Milan. Mas a história do Juventus mostra que, hoje, não é preciso ter milhões na conta para ser cartola.

Anúncios

Uma resposta

  1. Esse é o primeiro passo para o fim do Juventus.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: