Navegar é preciso

Carlos Queiroz, o treinador de Portugal

Na próxima semana o técnico Dunga convocará os jogadores que levará à Copa do Mundo. Quase todos os olhos do país estarão voltados para o Rio de Janeiro. Quase todos, pois os meus não. Tudo bem, digamos que eu fique assim, de rabo de olho, espiando um bocadinho. Meu foco, mesmo, estará em Portugal, à espreita da lista de Carlos Queiroz.

Considero, como já deixei claro antes, a Seleção Portuguesa uma das mais fortes do mundo e a incluo no rol das favoritas, apesar de a sorte ter-lhe sido madrasta no sorteio que definiu os grupos do Mundial. O grande desafio, o jogo que praticamente selará o fado português na África é justamente a estreia frente à perigosa Costa do Marfim. Isso porque, em caso de derrota, a partida contra o Brasil ganhará as cores da dramaticidade em seu tom mais vívido.

A primeira partida é sempre complicada. Não só pelo fator emocional, mas principalmente no aspecto tático. Até porque a tendência é a equipe crescer durante a prova. Com um adversário do porte dos marfinenses, qualquer deslize poderá ser faltal. Além disso, Queiroz terá problemas para encontrar o conjunto ideal. A principal equipe do país, o Benfica, é composta basicamente por estrangeiros. Terá que recorrer, portanto, à base do Porto, que não vive uma temporada das mais felizes. No mais, os lusos estão espalhados pela Europa, o que, diga-se, não é “privilégio” da equipa das Cinco Quinas.
Outro complicador, por incrível que possa parecer, é o fator Pepe. Zagueiro no Real Madrid, tem atuado pela Selecção na cabeça-de-área. Se não puder contar com o luso-brasileiro, que passou por uma cirurgia no joelho e está em fase final de recuperação, Queiroz terá que repensar toda a estrutura tática do time. Um plano B, de acordo com o treinador, já existe, mas só saberemos caso o defesa/trinco não possa ir à Africa. Com ele, Portugal poderá levar um jogador de características ofensivas a mais.
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Mas calma lá, ó Malta! Também temos boas notícias: Nani, Simão e Raul Meireles atravessam, talvez, o melhor momento de suas carreiras na seleção. Liédson resolveu o problema da escassez de golos presente desde que Nuno Gomes foi preterido. Deco é sempre uma solução e Cristiano Ronaldo segue gastando a bola em Madri. Além do mais, na baliza, o bracarense Eduardo firmou-se e Quim, guardarredes do Benfica, voltou a jogar bem.
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Enfim, amigos, temos bala e bola para fazer bonito depois que cruzarmos, outra vez, o Cabo da Boa Esperança. Podemos, sim, sonhar com a taça. Digo “temos” pois engrosso a lista de adeptos da Selecção das Cinco Quinas. Navegar é preciso, viver também é.
Imagem: Sitio abola.pt
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