O homem que fez o Brasil Chorar

Paolo Rossi nasceu em Santa Lucia di Prato, Itália, no dia 23 de setembro de 1956 . Jogador de Futebol. Ficou famoso com a camisa bianconera da Vecchia Signora, a Juventus de Turim.

Um excelente matador, jogador firme, goleador típico italiano. Teve um começo de carreira fulminante, porém em 1979 foi acusado de manipular o resultado de 2 a 2 da partida entre Perugia e Avellino, disputada em dezembro de 1978, quando Rossi estava no Perugia. Foi suspenso do futebol por dois anos.

Mas a Azzurra precisava de seu futebol, cumpriu seus dois anos de suspensão em abril de 1982, quando foi convocado para a Copa da Espanha, o mundial que mudou sua carreira e que mudou o futebol para sempre.

A seleção italiana fez uma pífia fase inicial de grupos, classificando-se em segundo lugar. Esse mundial tinha uma segunda fase com 4 grupos de 3 equipes cada e o destino fez com que Brasil, Argentina e a desprestigiada Itália ficassem num mesmo grupo. Foi nessa hora que Paolo Rossi cresceu.

E foi no dia 5 de julho de 1982 que o futebol mudou, o alegre Brasil, a maior expressão do futebol arte, do drible, toque de bola, do futebol ofensivo, enfrentava a Itália de Paolo Rossi. E o jogo foi como todos sabem. O carrasco canarinho fez os 3 gols da seleção italiana, que já havia comprado as passagens de volta pra casa, e derrubou a melhor seleção daquela Copa, da década de 80 e uma das melhores que mundo já viu.

Foi o maior triunfo do futebol força.

Paolo relata em seu livro, Fiz o Brasil chorar, lançado em 2002, que em uma visita a São Paulo, para disputar a segunda edição da Copa Pelé percebeu o que aquele jogo representou no país do futebol: “Em São Paulo, ao pegar um táxi, o motorista me olhava pelo retrovisor e, ao me reconhecer, parou o carro e me fez descer”.

Durante um jogo desse torneio, não jogou o segundo tempo após receber dos 35 mil espectadores não só olhares ameaçadores, como também cascas de banana, amendoins e moedas das arquibancadas quando se aproximava da linha lateral.

Brasil x Itália – 05/07/1982

Abraços.
Caio Di Pacce.

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8 Respostas

  1. Foi muito triste, eu estava lá no Sarriá e chorei muito.
    Foi uma tristeza indescritível, eu nem acreditava no que estava ocorrendo. Dias antes tinha saído do mesmo Sarriá, numa alegria infinita gritando “Zico Si Maradona No”, afinal tínhamos arrebatado o time dos nossos arqui-inimigos Argentinos.
    Só tenho a dizer o Paolo Rossi me fez chorar muuuuuuuuuuuuuuuito.
    Abraços

  2. Eu penso que essa Seleção só fica atrás da de 70 (e talvez 58) em termos de qualidade. O que me irrita em relação a Sarriá é que as pessoas ficam mais tristes em relação a essa derrota do que felizes em relação a 94. É algo que envolve concepções de futebol diferentes.

    • Concordo.
      Foi uma tragédia, mas a resposta veio em 94.
      “É TETRA! É TETRA!! É TETRA!!” (Galvão e Pelé abraçados, esse último com uma gravata estadunidense).

      • Isso sempre me lembra aquela cambalhota de um cara da comissão técnica do Brasil..

  3. Da hora é ser expulso.

    • l’uomo che fece piangere il Brasile. For us 94 was be a tragedy. Every italian remember the penalty of Roberto Baggio… good point for You brasil.

  4. […] This post was mentioned on Twitter by Caio di Pacce. Caio di Pacce said: @RodrigoBuenoESP Hoje o @Copeiros homenageou um carrasco: https://copeiros.wordpress.com/2010/04/27/o-homem-que-fez-o-brasil-chorar/ […]

  5. […] muitos italianos, era considerado o novo príncipe, o maior ídolo depois de Paolo Rossi, aquele que fizera o Brasil chorar em […]

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