Os Uniformes

Escreve Cadu Martins, por um futebol menos moderno.

Apesar das minhas quase 100 camisas de futebol, sempre fico de olho em mais uma a comprar e é algo que me chama muito a atenção no futebol, ainda mais hoje em dia que a cada ano se muda modelo de camisa, agasalhos, bonés, meiões e por aí vai. Além disso ainda temos as camisas “retro” que também são bem interessantes e hoje temos até sites que só vendem elas.

Mas uma coisa vem me chamando a atenção ultimamente e antes quero que fique claro que o meu protesto a seguir não tem nada a ver com camisas como a azul do Palmeiras com a cruz de Savóia, as roxas do Corinthians, ou a do Grêmio que lembra uma camisa de rugby da Argentina. Sou totalmente a favor dessas camisas comemorativas, que retratam de alguma forma a história do clube ou a fatos do cotidiano do mesmo, motivo da roxa do Corinthians, inspirada na expressão “Corinthiano Roxo”, por exemplo.

Gosto muito de camisas de times grandes do Brasil e há um tempo venho observando a camisa listrada do Bahia… Meu Deus, o que fizeram com aquela camisa? Que me perdoem os torcedores do Paraná Clube, mas será que se inspiraram em algum modelo do time paranaense para fazer aquilo? Onde inventaram isso de alargar as listras? Será que não tem nenhum estatuto do clube que proíbe as marcas esportivas de fazerem isso? Será que faz parte do futebol moderno estragar as camisas como elas eram no passado?

Parece uma grande bobagem pensarmos nisso, de nos atermos a este detalhes, mas é como nos clubes europeus, do qual tanto falamos, nos espelhamos e acompanhamos. Manter a camisa 1 intacta é padrão. Fazem camisas de tudo que é cor por lá, mas não perdem a identidade na camisa tradicional jamais. Porque aquela camisa é a cara do clube, a cara da torcida, é parte de verdade da história de uma agremiação. Quando pequeno lembro até do meu pai falar pra mim que torcedor sempre escolhe seu time por causa da camisa. Tanto que acompanho outros times pelo mundo exatamente por isso, como o River Plate, o Liverpool, e por aí vai.

Ainda bem que o Palmeiras voltou ao verde forte que ficou meio claro durante vários anos, que o Santos não usa mais o calção de bandeira quadriculada de Fórmula 1, que nem o Grêmio, nem o Atlético Mineiro mexem nas suas listras, e mais ainda, que sumiram com aquela camisa do Vasco do começo do ano com várias listras na diagonal.

Escreveu Cadu Martins, por um futebol menos moderno.

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