E o mar continua revolto

Que Renê Simões não é mais o técnico da Portuguesa, todo mundo sabe. Que a sua saída, após apenas três jogos, deu-se por causa da entrada de pessoas armadas no balneário rubroverde após o revés frente ao Vila Nova, também não é novidade alguma. Agora, o que realmente aconteceu é algo que dificilmente será elucidado.

Renê saiu atirando para tudo que é lado, embora não fosse ele o detentor das armas. A mídia, de um modo geral, deu um espaço poucas vezes vistos na história deste país a algo referente às coisas da Lusa – a última vez em que ocupamos tanto espaço foi por obra e (des)graça do argentino Javier Castrilli. O meia Edno garantiu não jogar mais pela Portuguesa, embora tenha feito ainda mais um jogo, contra o Fortaleza, fora de casa.

Como consequência, o STJD interditou, preventivamente, o Canindé, até o julgamento do caso. Ora essa. Como podem tomar uma decisão dessas baseados apenas nas entrevistas do ex-treinador? E a versão da Portuguesa, não deveria ter sido levada em consideração até o julgamento? Parece-me que a decisão foi tomada graças à repercussão.

Parece-me. Apenas isso, pois na Lusa tudo é muito nebuloso. A saída do treinador Estevam Soares, após a estreia no Paulista, até hoje não foi explicada. A ida do meia Athirson para o Cruzeiro também foi estranha. Dias antes, a cúpula lusitana havia acertado a renovação do vínculo do atleta, mas na hora de assinar, o que se viu foi um diz-que-diz. Os dirigentes disseram que ele havia pedido mais. Athirson, por putro lado, afirmou que mudaram as condições.
Resultado: foi embora e a torcida ficou a ver caravelas.

Voltando ao quiproquó da saída do bigodudo Renê, os jogadores, comandados pelo capitão Cesar Prates, “por livre e expontânea vontade” (da diretiva lusa, presumo) deram sua versão sobre o ocorrido. Ouvido no mesmo dia, Renê desconfiou da atitude. Agora, passados alguns dias, o ex-comandante da nau lusitana admite rever suas palavras, e até ajudar o ex-clube no julgamento, ainda sem data marcada.

Tudo muito nebuloso, é claro. Enquanto isso, a incumbência de enxergar o melhor caminho no revolto mar da Série-B fica por conta do Capitão-mór Vagner Benazzi, aquele que não deveria sequer ter saído no ano passado. Que a bonança chegue à nossa nau.

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